WSL profissionaliza transmissão ao vivo em português das etapas do CT

WSL profissionaliza transmissão ao vivo em português das etapas do CT
Começou quarta-feira (06), a sexta etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, o J-Bay Open, nas perfeitas e geladas direitas de Jeffreys Bay, ao vivo da África do Sul pelo www.worldsurfleague.com. A equipe da transmissão em português já está preparada para passar toda a emoção e informações direto do campo de batalha dos melhores surfistas do mundo, com a audiência crescendo a cada evento em relação a locução em inglês. A segunda vitória de Gabriel Medina no Fiji Pro, batendo na final o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, nos tubos de Cloudbreak, foi a segunda maior da história, só não superando os números do Pipe Masters de 2014, quando o próprio Medina se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial.

A WSL comemora também o sucesso da transmissão na língua portuguesa, alcançando altos índices de audiência no Brasil, em Portugal, em Macau, na Ásia, e em países africanos que falam a língua portuguesa, como Moçambique, Angola, Cabo Verde, entre outros. Os números do Brasil impressionam e são até considerados como um fenômeno no consumo de conteúdo ao vivo via internet. O sucesso dos brasileiros dentro d’água, certamente ajudou para a consolidação da transmissão em português de todas as etapas do CT. A novidade para este ano foi manter a mesma equipe de locutores e comentaristas, com Klaus Kaiser, Pedro Muller e André Gioranelli.

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A possibilidade do mundo inteiro poder assistir ao vivo pela internet as maiores estrelas do esporte competindo nas melhores ondas do mundo, começou de forma bem rústica no ano de 2005, com todo o projeto comandado por um brasileiro, Mano Ziul, de Niterói (RJ). Ele hoje é o Gerente de Tecnologia de Informática dos Eventos da World Surf League e conta que, durante a etapa de Fiji daquele ano, viu a necessidade de transmitir aquelas imagens fantásticas e as emoções das disputas para os internautas brasileiros, mesmo que tivesse que dividir o canal de áudio com comentaristas da língua inglesa.

“Eu sempre puxei a brasa para ter a transmissão em português em todas as etapas”, relata Mano Ziul, “Simplesmente porque tínhamos que seguir a evolução dos surfistas brasileiros. Primeiro vieram Fabinho Gouveia, Teco Padaratz e Piu Pereira, e mais posteriormente Renan Rocha, Peterson Rosa, Guilherme Herdy, Victor Ribas e cia, então foi uma necessidade alinhada com a vontade de fazer acontecer”.

Após aquele evento de Fiji em 2005, na etapa seguinte, em Mundaka, na Espanha, foi realizada a primeira transmissão exclusivamente em português, sem ter que dividir o canal com a língua inglesa. E na de Portugal, em Peniche, aconteceu a primeira grande produção exclusiva em português. A partir dali, a transmissão do circuito mundial via internet para a língua portuguesa não parou mais de crescer, assim como a sua audiência.

“Muita gente ajudou”, destaca Mano Ziul. “A lista é realmente muito grande, muitos estrangeiros e, principalmente, poliglotas”.

Quando a equipe da World Surf League assumiu o circuito em 2014, no último ano da sigla ASP (Association of Surfing Professionals), aumentou a chance de todas as etapas passarem a ser transmitidas nas línguas inglesa e portuguesa. Com um apelo muito forte e profissionais de primeira linha, com experiência na transmissão de grandes eventos do futebol americano, basquete, beisebol e olimpíadas, a equipe internacional de transmissão fez com que este profissionalismo passasse também, obrigatoriamente, para a transmissão em português.

Uma das primeiras providências foi a de efetivar uma equipe para acompanhar todas as etapas do CT, pois antes ia uma dupla diferente em cada. Acreditando na continuidade de um trabalho de equipe para a consolidação de uma transmissão de qualidade, a WSL, com o apoio e comprometimento de Mano Ziul, buscou entre vários profissionais do mercado brasileiro três nomes que pudessem formar a equipe ideal, com a missão de manter os níveis altíssimos de audiência da língua portuguesa, já superando os números de países tradicionais e gigantes no esporte, como Estados Unidos e Austrália.

Após diversas reuniões e trocas de e-mails entre pessoas chaves na estrutura da entidade, os nomes escolhidos para formarem o time oficial da transmissão na língua portuguesa foram os de Klaus Kaiser, Pedro Muller e André Gioranelli. Além das três vozes que os internautas podem acompanhar nas transmissões, por trás delas está o produtor Pedro Burckauser, 42 anos, que empresta toda a sua vivência adquirida em anos de trabalho na TV e na produção de conceituados filmes produzidos no Brasil, para garantir o mais absoluto profissionalismo do webcast em português.

Com 47 anos de idade, 34 deles dedicados ao surfe como locutor dos mais diferentes eventos já realizados no Brasil, América do Sul e pelo mundo afora, além de Tour Manager da própria WSL South America e da Associação Brasileira de Surf Profissional, Klaus Kaiser foi escolhido para ser o âncora das transmissões. O carioca Pedro Muller, 50 anos de idade, ícone no surfe nacional e campeão brasileiro em 1989, é hoje um dos mais conceituados comentaristas no cenário surfístico nacional e internacional pela sua fala clara e direta, além de profundo conhecedor das manobras e estilo dos competidores. E o outro comentarista é Andre Gioranelli, 41 anos de idade, ex-surfista profissional também nos circuitos nacionais da década de 90, que é dono de uma memória sem igual e um estudioso dos equipamentos e novidades dos competidores, além de profundo conhecedor dos detalhes que cercam o circuito mundial.

E qual é o futuro das transmissões via internet, o que os internautas podem esperar para esta e para as próximas temporadas?

“O futuro já está no seu segundo estágio”, destaca Mano Ziul. “Estamos trabalhando para que a transmissão em português se profissionalize ainda mais no conteúdo específico em português, foco total para os brasileiros e portugueses, para um grupo de usuários mais maluco e mais fanático por surfe, ou seja, que a qualquer hora, a qualquer momento, querem ver, participar, interagir, reconhecer e ser reconhecidos. Este é o futuro”, completa Mano, que já está há 4 dias em Jeffreys Bay preparando toda a parte técnica para garantir o sucesso de mais uma transmissão ao vivo.

Não existem mais fronteiras para o avanço da transmissão em português, o caminho já está solidificado e quem ganha com isso são os internautas. O próximo encontro já está marcado, de 6 a 17 de julho em Jeffreys Bay, África do Sul. Mas é só mais uma das várias etapas que ainda virão e que serão desfrutadas pela equipe de transmissão e seus fanáticos e fiéis seguidores.

Para acompanhar a transmissão em português acessem o link www.worldsurfleague.com