Tatuadores invadem a Frei Caneca

Edição inaugural em São Paulo promove torneio Panamericano e reúne no Centro de Convenções Frei Caneca 200 tatuadores de 10 países. De 18 a 20 de novembro, evento terá uma cabine para fazer uma tattoo às escuras, onde o visitante só descobre ao final o que e quem o tatuou além de workshop, pocket-show e exposição.

A tatuagem é vista como uma expressão individual de arte e distancia-se cada vez mais do estereótipo marginal de poucos anos atrás. Em um mercado à margem da crise econômica e de acordo com dados do Sebrae divulgados em junho deste ano, as áreas dedicadas aos serviços de tatuagens e piercings aumentaram 413% no Brasil e com crescimento anual próximo de 20%.

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Estes números podem ser comprovados não só pelos novos estúdios que surgem em todo o país, e pelas empresas que lançam produtos com cada vez mais qualidade e tecnologia mas também pelo número de convenções do gênero. A Tattoo Experience é uma iniciativa inédita e resultado da parceria entre Enio Conte e Esther Gawendo, organizadores da Tattoo Week, com o tatuador Rafael Cassaro do ABC paulista. A proposta é reunir um número menor de expositores e oferecer um evento mais concentrado na troca de experiências entre profissionais e visitantes.

“A Tattoo Week é um evento que cresceu muito e recebeu o reconhecimento do Guiness Book como a maior convenção do mundo. Com isso, muita gente já nos pedia para realizar outra edição no ano e decidimos fazer mas com um formato diferente”, explica Enio Conte. Na sexta-feira a partir das 13h, acontece o 2º Torneio Panamericano de Tatuagem, idealizado pelo argentino Robbie Ice, que promoveu a primeira edição em 2015 na Patagônia. O campeonato conta com a presença de equipes com até cinco integrantes cada, representando nove países: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Panamá, Colômbia, Costa Rica, Peru e Estados Unidos. Os tatuadores terão que fazer um único trabalho, em conjunto, utilizando três técnicas diferentes e que serão escolhidas através de sorteios.

“ É importante lembrar que o Panamericano não visa apenas a competição em si, mas, principalmente, o trabalho em grupo, a possibilidade de unir diferentes estilos em uma mesma ideia de desenho. Tive o prazer de participar do evento na Patagônia e foi uma experiência diferente de tudo que vivenciei”, destaca Cassaro. Já no sábado e no domingo o público terá acesso aos 120 stands onde tatuadores e empresas dedicadas ao gênero, exibem suas criações e acompanha os trabalhos que serão contemplados com as seguintes premiações:

A “melhor tatuagem de sábado” ganhará stand na convenção do Panamá, a “melhor de domingo” em Guadalajara, no México, e a “melhor do evento” será contemplada com um stand em Bologna, na Itália. “Selecionamos à dedo os expositores e temos uma grande quantidade de mulheres participantes, inclusive uma equipe feminina para participar do Panamericano”, completa Esther Gawendo.

Por Alessandro McGregor