Revezamento Volta à Ilha tem quatro bicampeonatos e quebra de recorde feminino

Dia de muito sol e altas temperaturas marcam a 23ª edição do maior evento esportivo do gênero de toda a América Latina nesse sábado, 7. Cia dos Cavalos levou novamente nas duplas (foto) – Fotos: Christian Mendes/Foco Radical

A 23ª edição do Revezamento Volta à Ilha reuniu quase quatro mil corredores nesse sábado, 7/4, desde as 4h15min, no Trapiche da Avenida Beira-mar Norte. Um dia de muito sol, poucas nuvens e temperatura máxima de 28°C castigou o corpo dos atletas, mas compensou os olhos com visuais incríveis das praias e trilhas de Florianópolis.

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O clima era de festa nos 18 pontos de troca ao longo dos 140km do maior evento esportivo do gênero da América Latina. As equipes de apoio, amigos, familiares e espectadores acompanharam com gritos de torcida os atletas que enfrentaram o desafio em duplas e equipes de amadores e corredores de elite. Segundo Ernani de Souza, 42, foi graças a este incentivo que conseguiu superar todas as adversidades ao longo da prova para conquistar o bicampeonato junto ao parceiro Elson Alex Gracioli, 43, ambos da equipe gaúcha Companhia dos Cavalos.

“Eu fico até emocionado para falar, porque esse ano foi muito difícil para mim, por isso eu repito o que falei ano passado: essa vitória é da equipe”, diz Elson com a voz embargada e os olhos cheios de lágrima. Antes da largada ele levou um tombo machucando a perna e durante a corrida passou por um processo alérgico tendo de ser medicado para poder continuar a prova. Até metade da competição, a dupla estava 7min30seg abaixo do tempo recorde que a própria equipe conquistou no ano anterior, mas deste ponto para frente, por volta das 10h, o sol não deixou barato e a quebra não foi possível. Fechando a prova com o tempo oficial de 10h21min49seg, Elson e Ernani cruzam a linha de chegada 36min antes dos vice-campeões da equipe catarinense F3 Brasil. “Fizemos uma corrida bem equilibrada e a estratégia da equipe foi muito bem executava, mas o calor judiou e por isso não conseguimos conquistar o recorde, mas estamos de parabéns”, comemora Elson.

Entre as equipes, mais um bicampeonato. Dessa vez do octeto masculino também da Companhia dos Cavalos, que sagrou-se campeão geral com o surpreendente tempo de 8h34min07seg. “A prova foi sensacional esse ano, cada um deu o seu melhor e independente de quebra de recorde a gente veio para buscar o primeiro lugar”, conta Allison Rocha Peres, 28. “O trecho mais difícil para mim foi o da Base Aérea, porque estava muito quente naquele asfalto, mas eu estou muito feliz porque a Volta à Ilha é emocionante desde a largada até a chegada, uma prova muito bonita, uma prova destaque e a organização está de parabéns. É um privilégio correr essa prova”, completa com um sorriso no rosto.

O terceiro bicampeonato ficou com as três mulheres e os seis homens da CR Runners, de Curitiba-PR, que fechou a prova em 9h42min37seg. “Estava todo mundo muito bem preparado, a equipe trabalhou em grupo mesmo para obter este resultado nessa prova que é uma das mais importantes do Brasil”, fala Cristiano Ribeiro, 30, que participa da Volta à Ilha pelo sétimo ano consecutivo.

Gritos, choros e risadas. Cada uma das dez integrantes da equipe feminina Sede de Correr, de Cuiabá-MT, extravasou o sentimento de dever cumprido e superação a sua maneira. Elas terminaram a prova em 10h57min57seg, quebrando o recorde de 11h22min32seg conquistado pela equipe TPM, de São Paulo, em 2007. “Eu estou muito feliz com essa quebra de recorde porque não é fácil, gente. Estava muito vento e essa carcacinha aqui quase não aguenta”, brinca Nadir Sabino, 48, eleita por suas colegas a rainha da equipe.

“Eu gostei muito, porque eu pedi pra Deus pra não fazer frio e ele nos abençoou com esse calor maravilhoso de Cuiabrasa”, ri e finaliza com uma dica às mulheres: “Levantem do sofá! Arrumem um grupo de amigas e um profissional de educação física. Atividade física é maravilhoso!”.

RESULTADOS – 23º Revezamento Volta à Ilha:

Geral
Equipe nº 2 – Companhia dos Cavalos (Porto Alegre-RS): 8h34min07seg
Mista
Equipe nº 18 – Milacki / CR Runners Brasil (Curitiba-PR): 9h42min37seg
Feminina
Equipe nº 53 – Sede de Correr (Cuiabá-MT): 10h57min57seg
Duplas
Equipe nº 530 – Companhia dos Cavalos (Porto Alegre-RS): 10h21min49seg
Veterana 40
Equipe nº 70 – Jacomar / JBA Imóveis (Curitiba-PR): 10h17min42seg
Veterana 50
Equipe nº 79 – Os Velhotes (São Paulo-SP): 10h09min03seg
Veterana 60
Equipe nº 83 – Chão de Aterro (São Pedro do Ivaí-PR): 12h20min30seg
Veterana Mista
Equipe nº 67 – ML Mix Run XP Investimentos (São Paulo-SP): 10h49min50seg

Mais resultados e recordes:
www.ecofloripa.com.br

Sobre o Revezamento Volta à Ilha:

Idealizada no ano de 1996 pela Eco Floripa, a Volta à Ilha se caracteriza por ser uma prova de revezamento que desafia as equipes a dar uma volta completa correndo na Ilha de Santa Catarina, capital do Estado. A prova é dividida em 18 trechos que desafiam os atletas em 140 km de praias, asfalto, dunas e trilhas. As equipes são formadas por dois, oito ou até doze atletas e competem em 9 categorias: Duplas, Aberta, Aberta Mista, Feminina, Veteranas 40, 50, 60 anos, Veterana mista e Participação.

Além da participação no asfalto, dunas, trilhas e praias, o sucesso no Revezamento Volta à Ilha requer também um grande trabalho em equipe. Ainda, a prova conta com o acolhedor público da capital catarinense, que vai aos principais pontos da corrida para incentivar os competidores. Todos esses elementos fazem do Revezamento Volta à Ilha a principal competição do gênero na América Latina.

O evento que começou com dezenas de atletas hoje recebe aproximadamente 4.000 atletas de 14 estados brasileiros e do Mundo. Em 2015, o Revezamento Volta à Ilha completou seu 20º aniversário, consolidando-se no cenário nacional e internacional e agora, para sua 23ª edição a expectativa e ansiedade dos atletas permanece a mesma. A prova se consagrou pela qualidade e pelo profissionalismo da Eco Floripa, que a cada ano se responsabiliza por realizar um evento cada vez melhor e inesquecível.

23º Revezamento Volta à Ilha:

Com 140 km a prova é dividida em 18 trechos com os mais distintos níveis, tipos de solo e altimetria, passando por praias, trilhas, asfalto, morros e dunas. Como sempre, a divisão das equipes de acordo com as aptidões de cada atleta é fundamental para o sucesso na competição. Confira abaixo.

01 – Saída – Av. Beira Mar Norte (Trapiche) – 7,2 km – Fácil

02 – Bairro João Paulo – Praça Dr. Fausto L.S. Brasil – 4 km – Fácil

03 – Rod. SC 401 – Office Park – 8,3 km – Difícil

04 – Santo Antônio da Lisboa (Praça) – Travessia de barco – 8,0 km – Moderado

05 – Praia da Daniela – 5,1 km – Moderado

06 – Jurerê Tradicional (fim da praia) – 5,3 km – Moderado

07 – Cachoeira do Bom Jesus – Rua Otacílio Costa – 10,4 km – Muito, muito difícil

08 – Praia Brava – Rua Ari Kardec B. Melo – 5,2 km – Difícil

09 – Praia dos Ingleses – Praia, final da R. Dante de Patta – 4,7 km – Fácil

10 – Praia do Santinho – Posto Guarda-vidas – 8,4km – Muito difícil

11 – Praia do Moçambique – 5,7 km – Muito difícil

12 – Barra da Lagoa – Cidade da Barra – 8,1 km – Muito difícil

13 – Praia da Joaquina – Posto Guarda-vidas- 4,9 km – Muito difícil

14 – Praia do Novo Campeche – 7,7 – Muito difícil

15 – Praia da Armação (perto da Lagoa do Peri) – 9,3 km – Difícil

16 – Praia dos Açores / Morro do Sertão – 16,4 km – O mais difícil

17 – Tapera – Fazenda da Ressacada – 15,2 km – Difícil

18 – Via Expressa Sul – Saco dos Limões (Ciclovia) – 6,1 km – Fácil

Chegada – Av. Beira-mar Norte (Trapiche)

Informações para imprensa
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