Pupo e Dantas passam por Nakagima e Heitor Alves em bateria só de brasileiros

Samuel Pupo (RJ) (@WSL / Ethan Smith)

Na quarta-feira, na disputa do QS 6000 Vissla Sydney Surf Pro, entraram quatro brasileiros para disputar duas vagas para a terceira fase. Foi um verdadeiro confronto de gerações do surfe nacional em plena Austrália e o mais jovem deles, Samuel Pupo, 17 anos, usou os aéreos para sair do mar em primeiro lugar. Mais dois paulistas brigaram pela segunda vaga e o top da elite até o ano passado, Wiggolly Dantas, levou a melhor sobre Flavio Nakagima por 11,10 a 10,17 pontos. Em quarto ficou o cearense Heitor Alves que por muitos anos defendeu o Brasil no CT.

Raoni Monteiro (RJ) (@WSL / Ethan Smith)
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“Nós quatro já nos conhecemos, então ficamos lá dentro conversando e se divertindo durante a bateria”, disse Samuel Pupo. “Eu acho que o clima relaxado lá definitivamente me ajudou a ficar mais calmo. Eu tenho colocado muita pressão em cima de mim mesmo este ano, mas nessa bateria fiquei relaxado e parece ter dado certo. Espero que as ondas continuem como estavam na minha bateria, bem parecidas com as ondas que surfo em casa no Brasil, então isso também me ajudou para poder vencer esses três caras que são ótimos surfistas”.

Depois da bateria 100% brasileira num dos maiores palcos do surfe australiano, veio outra dobradinha verde-amarela com mais dois ex-integrantes do CT, o paulista Alex Ribeiro e o carioca Raoni Monteiro, despachando o norte-americano Nat Young e Joshua Burke, de Barbados. Esta foi a terceira das quatro classificações duplas do Brasil na quarta-feira em Manly Beach.

A quarta aconteceu na vigésima das 24 baterias da segunda fase, que foi disputada por três brasileiros. O paranaense Peterson Crisanto venceu e o novo top da elite, Willian Cardoso, passou em segundo lugar. O catarinense superou o francês Tristan Guilbaud e o paulista Weslley Dantas, irmão mais jovem do Wiggolly, que foi finalista do QS 3000 de Pipeline no Havaí, onde ficou em terceiro lugar na vitória do havaiano Joshua Moniz.

Antes desta última dobradinha verde-amarela, o pernambucano Ian Gouveia, o catarinense Tomas Hermes e o baiano Bino Lopes, já haviam estreado no QS 6000 Vissla Sydney Surf Pro com vitórias sobre três surfistas de outros países em suas baterias. E o paulista Deivid Silva, classificado em segundo lugar no confronto vencido pelo próprio Joshua Moniz, campeão do QS 3000 Volcom Pipe Pro no Havaí.

A segunda fase foi encerrada com vitória do português Frederico Morais, completando assim treze países ainda na disputa do título na rodada dos 48 melhores do QS 6000 de Sydney. Os brasileiros vão competir em nove das doze baterias. Em três delas, serão três lutando por duas vagas apenas. Na terceira, estão Jadson André, Lucas Silveira e Mateus Herdy. Na quinta, tem o recordista Michael Rodrigues com Samuel Pupo e Raoni Monteiro. E na nona, o paulista Deivid Silva e dois catarinenses que vão estrear no CT esse ano, Tomas Hermes e Willian Cardoso.

Por João Carvalho/ WSL