Próxima etapa é como divisor de águas no quesito habilidade em tubos

Teahupoo. Foto: divulgação.

Próxima etapa é como divisor de águas no quesito habilidade em tubos de consequência

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A próxima sexta-feira, dia 10, será o primeiro dia da janela da sétima etapa do Championship Tour (CT) 2018, na temída onda de Teahupoo, no Tahiti, uma das esquerdas mais tubulares, perfeitas e pesadas, além de ser uma das bancadas de corais mais rasas e afiadas do mundo.

É uma onda, assim como Pipe, que serve como divisor de águas no quesito habilidade em tubos de consequência. Muito dificilmente alguém será campeão mundial tendo maus resultados em ambas as etapas. Entretanto, mais além dos resultados, é uma onda que testa os brios e a coragem de cada surfista.

Há muito que ouvimos o papo de que Filipe Toledo não estará preparado para ser campeão mundial enquanto não souber (ou pelo menos gastar tempo de treino tentando) surfar bem essas ondas. Ele até pode ser campeão mesmo perdendo de cara nas duas etapas mencionadas, mas é muito difícil. Sem contar que há um tabu a ser quebrado, uma mística que envolve saber surfar com maestria duas das mais desafiadoras ondas no cenário do surfe competição mundial.

Filipinho, todavia, parece ter tomado a coragem para enfrentar seus medos e antecipadamente aterrissou na ilha da Polinésia Francesa e pegou bons swells por lá, botando pra baixo e para dentro sem receio. De quebra, ganhou uma tatuagem gigante nas costas feita pelos corais afiados de Tchopo. Sinal de sua atual extrema confiança, e de que esse ano ele vem com tudo mirando o título maior do esporte.

Ainda assim, apesar de não descartá-lo, não o vejo como um dos favoritos dessa etapa…

Filipe treinando em Teahupoo. Frame: @baronisfilms.

Quatro goofys que eu coloco no pelotão da frente. São eles, por ordem de favoritismo: Gabriel Medina, Owen Wrigth, Ace Buchan e Mat Wiilkinson. E outros nomes, não menos favoritos do que os goofy acima, de surfistas como Jeremy Flores, Kelly Slater, Michel Bourez e Julian Wilson. Claro que essa lista é meramente uma opinião, qualquer um dos surfistas que disputarão a etapa pode “surpreender”. Você deve estar sentindo o nome de John John Florence que naturalmente encabeçaria essa lista, mas o havaiano terá que operar seu joelho e só retorna às competições no ano que vem.

Voltando ao assunto sobre a relação de ir bem em Teahupoo e Pipe para ser campeão mundial, dos últimos oito nomes diferentes coroados com o título máximo, John John Florence, Adriano de Souza, Gabriel Medina, Mick Fanning, Joel Parkinson, Kelly Slater, Andy Irons e CJ Hobgood, todos eles já foram campeões ou em Pipe ou em Tchopo, ou em ambas as etapas.

Gabriel Medina em Teahupoo. Foto: WSL.

Filipe, caso queira integrar essa seleta lista, terá que, mesmo não vencendo uma dessas etapas, fazer um bom resultado em alguma delas, tanto para ficar ainda mais próximo do título no final do ano, como para sacramentar de vez seu nome dentre os maiores surfistas do mundo – e não somente dos mais vencedores.

Aloha e boas ondas

Por Rico de Souza

Fonte ricosurf.com.br