O retorno triunfal de Silvana Lima

Silvana Lima. Foto: Felipe Siqueira

O Brasil tem um robusto pelotão de surfistas nas disputas pelo Circuito Mundial masculino – são dez nomes em 2016, quase 1/3 dos top-34 -, mas quando as meninas entram na água nota-se a ausência de uma personagem brasileira. A seca em relação à “tempestade” masculina, no entanto, tem data para acabar. Depois de um ano em branco, sem nenhuma representante brasileira,  Silvana Lima – conhecida por lutar pela visibilidade do surfe feminino no país – volta à elite em 2017, após encerrar 2016 como campeã mundial da Divisão de Acesso (QS).

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“Focada, determinada, agressiva dentro d’água e dedicada a brigar por vitórias”, como ela mesma projeta, a cearense de 31 anos representa ameaça às rivais do CT e esperança para a sonhada e definitiva combustão do surfe feminino brasileiro. Dona de um repertório de manobras progressivas, Silvana garantiu sua vaga na elite antecipadamente e fechou o ano com 18.750 pontos – 2.350 a mais que a vice-líder australiana Bronte Macaulay. Foram duas etapas conquistadas, dois terceiros e um quinto lugar – no QS somam-se as cinco melhores apresentações.

Esta semana, Silvana falou sobre o que sentia ao voltar a integrar a elite e classificou como “sentimento de dever cumprido”. Segundo ela, foi um ano muito difícil, de muita luta, mas que deu muito certo no fim com muito trabalho. “Tudo muito”, descontraiu, acrescentando que para 2017 a torcida brasileira pode esperar “uma Silvana focada, determinada, agressiva dentro da água e dedicada para brigar por vitórias”.

Silvana também falou sobre a sua preparação para o retorno triunfal e sobre motivação. “Me mudei para o Rio de Janeiro e intensifiquei meus treinamentos e preparação física. Isso, acredito, contou bastante, além da vontade de mostrar que ainda tenho muita lenha para queimar”, observou.

A cearense disse ainda que o seu diferencial está na força para lutar, não desistir, mesmo diante de grandes adversidades. E falou com otimismo sobre as diferenças entre QS e CT. “A pressão aumenta, pois agora o trabalho é para me estabilizar novamente no CT e reconstruir meu caminho para brigar novamente pelo título. O surfe feminino ainda não tem tanta força quanto o masculino junto à mídia e patrocinadores. Aos poucos estão surgindo novos nomes que vão fazer as meninas brilharem também nessa tempestade”, opinou.

Silvana disse ainda esperar que a sua presença na elite contribua para alavancar o surfe feminino brasileiro. “Espero contribuir para isso! Temos ótimas surfistas que merecem chegar lá e tomara que, com meu retorno para a elite, as oportunidades possam aparecer. Espero um 2017 maravilhoso dentro e fora das águas”, finalizou.

Fonte globoesporte.com