Nova geração ganha o Bolsa Atleta

Sete surfistas são contemplados no Bolsa Atleta

Selecionados pelo ranking da Confederação Brasileira de Surf, expoentes da nova geração ganham direito aos benefícios da categoria Nacional

O Ministério dos Esportes divulgou no último dia 11 de abril a lista de surfistas contemplados pelo programa Bolsa Atleta do governo federal: Daniel Templar, Eduardo Motta, Julia Martins, Leticia Meira, Lucas Vicente, Mateus Sena e Tainá Hinckel.

Agora, os selecionados pelo ranking da Confederação Brasileira de Surf no que é considerado o maior programa do mundo de patrocínio individual de atletas recebem o equivalente a 12 parcelas do valor definido na categoria Nacional (R$ 925).

Publicidade

“Essa equipe contemplada foi referente ao ranking do ano de 2017. Agora, vamos contemplar os atletas do ranking de 2018 em todas as categorias. O atraso aconteceu em função do corte de verbas para o projeto, que felizmente foi revertido pelo atual governo federal”, explica Adalvo Argolo, presidente da CBSurf, órgão que representa a modalidade perante o Ministério dos Esportes e o Comitê Olímpico Brasileiro.

Bolsa Atleta

O Bolsa Atleta entrou em vigor em 2005 e já concedeu mais de 63,3 mil bolsas para 26,5 mil atletas de todo o país. O valor destinado para a política pública supera a marca de R$ 1,1 bilhão.

A iniciativa atende prioritariamente modalidades e provas do programa de competições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos vigentes. São contemplados atletas com bons resultados em competições internacionais e nacionais, por meio de recursos repassados diretamente aos esportistas, sem intermediários.

O retorno do Bolsa Atleta pode ser medido em medalhas. Nos Jogos Rio 2016, 82% (620) dos esportistas convocados (754) para defender o Brasil eram bolsistas. Na edição olímpica, 77% dos 465 atletas convocados para defender o Brasil eram bolsistas.

Das 19 medalhas conquistadas pelos brasileiros – a maior campanha da história –, apenas o ouro do futebol masculino não contou com bolsistas. Já nos Jogos Paralímpicos, o Brasil teve a maior delegação da história, com 286 atletas, sendo 90,9% bolsistas.

Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 esportes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas. Todas conquistadas por atletas que recebiam o apoio financeiro do governo federal. Em 2018, atletas olímpicos e paralímpicos beneficiados pelo programa conquistaram 37 medalhas em mundiais, além da participação em 26 finais.

O Bolsa Atleta também apresenta avanços sociais. Pesquisa realizada em 2018 pelo Projeto Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontou que para 66,49% dos bolsistas entrevistados o programa melhorou a qualidade de vida.

Entre os principais indicadores estão a ampliação ao acesso à saúde (47%), aumento ao acesso à educação (58,2%), melhora nas condições de moradia (48,1%).

O estudo, que ouviu 1.519 atletas contemplados no edital de 2017 em todas as categorias, também mostrou que para 88,08% a melhora nos itens citados ajuda na performance esportiva.

Fonte almasurf.com.br