Murillo Coura, uma das apostas do surf brasileiro

Murillo Coura. Foto Pedro Monteiro

ATLETA DO INSTITUTO GABRIEL MEDINA VEM GARANTINDO RESULTADOS IMPORTANTES

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Apontado como uma das grandes promessas do surf brasileiro, Murillo Coura vem confirmando essa aposta com resultados. O atleta de 12 anos é um dos mais novos da equipe do Instituto Gabriel Medina (IGM), mas já acumula conquistas importantes no currículo. No ano passado foi vice-campeão do Rip Curl Grom Search e do Hang Loose Surf Attack, na categoria sub12, faturou o título na sub11 do Circuito Medina de Surf, apresentado por Armarinhos Fernando, e nessa temporada repetiu o segundo lugar no ranking do Rip Curl Grom Search sub12.

O sempre sorridente Murillo começou no surf bem cedo, aos cinco anos, mas só “engrenou” nas ondas depois, por um motivo, digamos, prático. Como morava em São José dos Campos, longe do mar, o esporte preferido ainda era o skate. “Com três anos eu via o meu pai, que já surfava, empurrando o meu irmão mais velho. Com cinco, meu pai começou a me empurrar e minha mãe me pegava no raso. Era lá em Maranduba, Ubatuba. Só descia reto. Nos finais de semana eu surfava e decidi com meu pai que gostava mais de surf, até porque caia na água e o skate eu caia no chão”, constata rindo.

“Conforme fui crescendo, fui surfando, gostando e um dia o meu pai alugou uma casa em Ubatumirim, passei a rebentação e decidi competir. Passei a gostar e agora pretendo ser campeão mundial”, define, que começou a se destacar justamente no Circuito Medina, na primeira seleção feita para formar a equipe inicial do IGM. “Eu achava que ia ser competidor, mas não sabia se ia entrar no Instituto. Fui bem, recebi o convite e fiquei feliz. Estou no IGM até hoje”, comemora.

Para ele, a maior dificuldade até hoje foi mudar de São José para Ubatuba, onde morou antes de ir morar em Maresias para treinar no Instituto. “Meu pai teve de largar tudo, para ir junto, acreditando no meu futuro. Agradeço muito aos meus pais. Minha família me apoia bastante. Se não tivesse eles, não teria chegado até aqui”, recorda.

Além dos treinos práticos de surf, orientados pelo técnico Gilmar Pulga, Murillo elege o funcional como a atividade que mais gosta, em sua preparação. “Também gosto de nadar”, conta o atleta, que fica feliz pela boa relação com seu ídolo máximo no esporte, Gabriel Medina.

“Cada vez que ele vai lá no IGM, dá dicas para a gente, treina junto. Já falei algumas vezes com ele e me deu dicas de aéreos. Eu acho isso muito bom, porque é nosso ídolo e instiga bastante a gente na hora do surf”, afirma Murillo, resumindo bem o que espera para o futuro: “Ser campeão mundial e vou fazer o que for preciso para conseguir”.

PEDRO BIANCHINI – Mais um jovem talento do IGM fez a sua estreia no QS. Em seu último ano no projeto (quando completa 17 anos), Pedro Bianchini disputou o Claro Open Pro – Copa Tubos, em Punta Hermosa, no Peru. O surfista avançou até o round 3, terminando na 65ª posição. Na mesma disputa, Daniel Adisaka, que já compete no QS desde 2017, parou no round 2, na 97ª colocação. O evento ainda contou com outros três surfistas que integraram o IGM, Fernando Júnior, também na 65ª posição, Pedro Dib e Léo Barcelos, ambos em 81º lugar.

Fábio Maradei

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