Movimento “Minha Garopaba” luta contra projeto da CASAN

População segue na luta contra o projeto de construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto na Lagoa de Garopaba. Foto: Kauai Agency.

A população de Garopaba (SC) segue na luta contra o projeto de construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto na Lagoa Encantada

Mais de 2.000 e-mails foram enviados ao presidente da CASAN desde que a mobilização foi lançada, por iniciativa dos pescadores artesanais de Garopaba, em dezembro de 2016.

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No dia 15 de abril, mais de 800 pessoas participaram de uma manifestação criativa e emocionante, o abraço coletivo à Lagoa, que reuniu no mesmo círculo, pescadores e surfistas, moradores e turistas, movimentos e associações que atuam em vários bairros da cidade, gerando repercussão estadual e provocando uma nota divulgada à imprensa pela CASAN.

Foi elaborado um parecer técnico independente, que demonstra que o estudo apresentado pela CASAN para obter a licença é insuficiente e inconsistente. Não considera impactos fundamentais que ocorrerão no ecossistema, na cultura da pesca artesanal e que trarão consequências desastrosas para o turismo.

No dia 24 de abril, os organizadores do movimento “Minha Garopaba” se reuniram com engenheiros da CASAN e ouviram deles que, mesmo com estudos enxutos, é realmente frágil o ecossistema onde pretendem despejar milhares de litros de esgoto tratado por dia. Um retorno é aguardado da CASAN sobre todos os pontos levantados no parecer.

Enquanto isso, reuniões estratégicas são agendadas para verificar o andamento do processo de licenciamento no órgão ambiental, FATMA, e também para garantir que estejam todos informados sobre o que pode acontecer caso a licença para construção da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) seja concedida sem os estudos aprofundados sobre a Lagoa.

Mas o movimento “Minha Garopaba” não para por aí, e agora quer mostrar que Garopaba está unida contra o despejo do esgoto tratado na sua principal lagoa, mas a favor de um projeto de saneamento que seja um novo marco rumo a uma cidade sustentável.

“Estamos preparando e vamos promover um encontro de co-criação com especialistas das mais diversas áreas, para pensarmos juntos em soluções alternativas – e elas existem – para o desafio que temos nesse momento: a destinação sustentável do esgoto da cidade”, dizem os organizadores do movimento.

Fonte waves.com.br