Jessé Mendes vence outra etapa do QS 6000 no Japão

Jessé Mendes (Foto: Steve Robertson – WSL)

By João Carvalho

O paulista Jessé Mendes conquistou sua segunda vitória em etapas do QS 6000 esse ano e praticamente garantiu uma das dez vagas do WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 que vai disputar o World Surf League Championship Tour em 2018. Com o título no Gotcha Ichinomiya Chiba Open no domingo no Japão, o surfista do Guarujá lidera o ranking com quase o dobro dos pontos do segundo colocado, o japonês Hiroto Ohhara. Ele já abriu 8.150 pontos de vantagem com os 6.000 recebidos na final com o australiano Cooper Chapman, que impediu uma decisão brasileira em Chiba ao barrar o também paulista Flavio Nakagima nas semifinais.

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“Eu consegui um grande feito com duas vitórias em três finais, mas não vou descansar e vou continuar concentrado para buscar grandes resultados ainda”, disse Jessé Mendes. “Eu já cheguei perto de me qualificar para o CT algumas vezes, então não quero deixar passar mais uma chance. Ainda tem muitos eventos importantes pela frente para mim este ano”.Essa foi a terceira etapa do QS 6000 realizada esse ano e Jessé Mendes foi finalista em todas. Só perdeu a primeira, para o catarinense Yago Dora na final verde-amarela do tradicional Surfest de Newcastle na Austrália, que valia a ponta do ranking do WSL Qualifying Series. Um domingo depois, assumiu a liderança e não largou mais após bater o top da elite, Julian Wilson, na decisão do Australian Open of Surfing, em Sydney. No Japão, derrotou outro australiano para se consolidar no grupo dos dez surfistas que sobem pro CT.

Apesar das ondas pequenas de meio metro de altura do domingo em Shida Point, elas apresentavam uma boa formação para fazer manobras usando a borda da prancha e até aéreas também. Foi arriscando os voos que o australiano Cooper Chapman tentou vencer Jessé Mendes na bateria final, depois do brasileiro surfar uma onda no critério excelente dos juízes que valeu nota 9,33. Ele ainda tirou duas na casa dos 7 pontos a cada ameaça do australiano para vencer por 16,16 a 14,06 pontos e faturar o prêmio máximo de 25.000 dólares do QS 6000 Gotcha Ichinomiya Chiba Open.

Cooper Chapman (Foto: Steve Robertson – WSL)

“Embora eu gostasse mais se tivesse vencido a final, foi um grande resultado para mim e estou feliz por ter subido para o quinto lugar no ranking”, disse Cooper Chapman, que saltou da 59.a para a quinta posição no WSL Qualifying Series, com os 4.500 pontos do segundo lugar no Japão. “Ainda temos uma série de grandes eventos pela frente e a fase decisiva do ano é a partir de agora até dezembro. Espero me manter entre os dez primeiros até lá”.

O australiano foi um dos dois surfistas que entraram na zona de classificação para o CT no QS 6000 do Japão. O outro é o norte-americano Griffin Colapinto, que foi barrado pelo brasileiro Flavio Nakagima nas quartas de final e subiu da 24.a para a nona colocação no ranking com o quinto lugar em Chiba. Os dois acabaram tirando dois brasileiros do G-10 nesta etapa, o capixaba Rafael Teixeira e o baiano Bino Lopes.

Flavio Nakagima (Foto: Steve Robertson – WSL)

SEMIFINAIS – Nakagima poderia até ter entrado na lista se tivesse passado para a final do Gotcha Ichinomiya Chiba Open, mas perdeu o primeiro duelo do domingo para Cooper Chapman. Os dois tiveram poucas chances para surfar, porque entraram poucas ondas na bateria marcada por longos intervalos entre as séries. O australiano não desperdiçou as oportunidades que teve e venceu por 16,86 a 13,44 computando notas 8,93 e 7,93, contra 7,67 e 5,77 do brasileiro.

Na segunda semifinal, Jessé Mendes também tirou uma nota excelente, 8,33, para superar Oney Anwar por 15,66 a 14,47. O surfista da Indonésia e Flavio Nakagima ficaram em terceiro lugar no QS 6000 do Japão, marcaram 3.550 pontos no WSL Qualifying Series e receberam 5.500 dólares de prêmio. Nakagima saltou de 86 para 13 no ranking e Anwar de 99 para 14, ambos se aproximando bastante da zona de classificação para o CT.

PERNA SUL-AFRICANA – Depois do Japão, a batalha pelas dez vagas para a elite dos top-34 da World Surf League será travada na África do Sul. Serão quatro etapas seguidas, com o primeiro QS 10000 do ano, o Ballito Pro, fechando a “perna sul-africana” nos dias 3 a 9 de julho em KwaZulu-Natal. Antes, tem um QS 1000 em Western Cape de 2 a 4 de junho, um QS 3000 em Durban nos dias 14 a 18 e outro QS 1000 de 23 a 25 em Cape Town, promovido pelo vice-campeão mundial Jordy Smith.

Foto: Steve Robertson – WSL

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL já possui uma enorme legião de fãs apaixonados em todo o planeta que acompanha as performances dos melhores surfistas do mundo, como Gabriel Medina, John John Florence, Adriano de Souza, Kelly Slater, Stephanie Gilmore, Greg Long, Makua Rothman, Carissa Moore, entre outros, competindo no mais imprevisível e dinâmico campo de jogo entre todos os esportes no mundo, que é o mar.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 6000 GOTCHA ICHINOMIYA CHIBA OPEN:

Campeão: Jessé Mendes (BRA) por 16,16 pontos (notas 9,33+6,83) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Cooper Chapman (AUS) com 14,06 pontos (7,13+6,93) – US$ 12.000 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 3.550 pontos e US$ 5.500 de prêmio:

1.a: Cooper Chapman (AUS) 16,86 x 13,44 Flavio Nakagima (BRA)

2.a: Jessé Mendes (BRA) 15,66 x 14,47 Oney Anwar (IDN)

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após a 27.a etapa no Japão:

1.o: Jessé Mendes (BRA) – 16.980 pontos

2.o: Hiroto Ohhara (JPN) – 8.830

3.o: Jorgann Couzinet (REU) – 8.810

4.o: Yago Dora (BRA) – 8.630

5.o: Cooper Chapman (AUS) – 6.995

6.o: Soli Bailey (AUS) – 6.680

7.o: Ian Crane (EUA) – 6.630

8.o: Keanu Asing (HAV) – 6.400

9.o: Griffin Colapinto (EUA) – 5.950

10.o: Mitch Coleborn (AUS) – 5.750

———próximos sul-americanos entre os top-100:

12: Alex Ribeiro (BRA) – 5.455 pontos

13: Flavio Nakagima (BRA) – 5.370

15: Rafael Teixeira (BRA) – 5.110

16: Alejo Muniz (BRA) – 5.000

17: Bino Lopes (BRA) – 4.870

23: Thiago Camarão (BRA) – 4.450

28: Luel Felipe (BRA) – 4.165

33: Adriano de Souza (BRA) – 3.860

39: Marco Giorgi (URU) – 3.705

40: Willian Cardoso (BRA) – 3.700

42: Santiago Muniz (ARG) – 3.610

47: Peterson Crisanto (BRA) – 3.335

48: Victor Bernardo (BRA) – 3.305

50: Deivid Silva (BRA) – 3.260

51: Marco Fernandez (BRA) – 3.170

52: Lucas Silveira (BRA) – 3.070

58: David do Carmo (BRA) – 2.980

58: Miguel Tudela (PER) – 2.980

65: Robson Santos (BRA) – 2.825

67: Michael Rodrigues (BRA) – 2.680

74: Mateus Herdy (BRA) – 2.580

82: Hizunomê Bettero (BRA) – 2.420

89: Lucca Mesinas Novaro (PER) – 2.140

92: Thiago Guimarães (BRA) – 2.100

97: Leandro Usuna (ARG) – 1.885

100: Jean da Silva (BRA) – 1.850

105: Victor Mendes (BRA) – 1.805

106: Manuel Selman (CHL) – 1.800

110: Alonso Correa (PER) – 1.740