Ítalo Ferreira comemora evolução física e mira etapa de JBay

Ítalo Ferreira sobre o cabelo: “Estava em casa sem fazer nada” (Foto: Divulgação)                                                                                                                                                                                                                                                Com novo visual, Ítalo Ferreira comemora evolução física e mira etapa de JBay

Cabelo descolorido chama atenção em retorno ao Brasil. Surfista de Baía Formosa fala sobre vitórias na temporada e quer estar com a camisa amarela de líder na hora certa

Ele é um dos principais nomes do Circuito Mundial de Surfe deste ano, mas, nesta última semana, uma “transformação” chamou atenção. Ítalo Ferreira descoloriu o cabelo e, parece, não ficou muito legal. Em uma rede social, ele postou a foto do novo visual com a legenda “Eu sei que tá feio”. De passagem por Natal e Baía Formosa, onde revê amigos e familiares e também treina para a sequência do campeonato, precisou responder o motivo de tal “rebeldia”.

– Pô, véi! Eu sabia que você ia perguntar desse meu cabelo. Então, estava sem fazer nada em casa e eu resolvi fazer algo diferente – brincou.

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Falando sério agora, Ítalo já conquistou duas etapas nesta temporada – em Bells Beach e Bali – e, segundo ele, muito se deve à preparação física. É visível a evolução quando comparado com 2017, ano em que sofreu uma grave lesão no tornozelo.

– Esse ano eu tenho me dedicado muito mais à parte física. Até porque, no surfe, eu acredito que são poucos detalhes que têm que ser ajustados. A parte física é que faz a diferença. Nos últimos campeonatos que venci, as pessoas que acompanharam até o final viram o quanto eu ainda tinha de energia quando acabava as baterias. Eu ficava pulando, dançando, sorrindo. Acredito que é fruto do treino da parte física – enfatizou.

Ítalo Ferreira é acompanhado por André Igor "Kaxixi" em João Pessoa (Foto: Divulgação)

Ítalo Ferreira é acompanhado por André Igor “Kaxixi” em João Pessoa (Foto: Divulgação)                                                                                                                                      O surfista de Baía Formosa conta com o suporte de profissionais no Brasil e segue uma rotina pesada de treinos, que é sempre registrada nas redes sociais.

– Tenho alguns acompanhamentos em São Paulo e João Pessoa. Tenho uma equipe muito grande por trás fazendo todo esse trabalho para fazer valer a pena no final e conseguir vitórias – completou.

Quem ri por último…

Ítalo havia assumido a liderança do WSL após a vitória em Bali, mas, poucos dias depois, perdeu o posto após a conclusão da etapa de Margaret River, disputada em Uluwatu, na Indonésia. A “camisa amarela”, que é usada pelo líder do ranking, é o sonho de consumo de todos os integrantes da elite, mas o potiguar espera estar com ela novamente na hora certa.

– A briga pela liderança está muito acirrada, sem dúvida. Acredito que vai dar uma melhorada agora depois da África e Tahiti. A expectativa é das melhores. Venci a etapa de Bali. Foi uma etapa especial para mim. Estava me sentindo muito bem, tinha treinado muito. Na continuação da etapa de Margaret que teve em Uluwatu, não fui bem e acabei perdendo a liderança. Mas eu estava falando para os meus amigos: ‘Eu só quero pegar essa camisa amarela no final do ano’. Ela é muito visada, acredito que é um pouco mais de pressão até. Eu prefiro que isso aconteça só no final do ano, porque, se isso acontecer, é porque as coisas ficaram boas pro meu lado – contou.

Italo Ferreira quer estar em posse da camisa amarela no fim do campeonato (Foto: Ed Sloane/WSL)

Italo Ferreira quer estar em posse da camisa amarela no fim do campeonato (Foto: Ed Sloane/WSL)                                                                                                                                                                                                                                                    O surfista de 24 anos ainda comparou as duas vitórias nas etapas do Circuito Mundial. Superada a pressão de vencer pela primeira vez no WSL, em Bells Beach, ele aponta que em Bali tudo conspirou a favor e que a confiança estava no mais alto estágio.

– Em Bali foi mais tranquilo, na verdade. Minha pressão foi toda em Bells. Foi uma vitória totalmente diferente. Em Bells foi contra o Mick Fanning, na Austrália. Foi a minha primeira vitória, então estava um sentimento maior de felicidade mesmo. Em Bali, eu treinei muito. Eu era o cara que acordava mais cedo que todos os atletas e surfava no escuro, antes da galera chegar e do sol sair. Acredito que Deus me abençoou com aquela vitória. Surfei muito durante o evento, fui me superando a cada bateria, me diverti muito também. Surfei de base trocada nas baterias. Estava com uma energia muito boa – lembrou.

“Andou na prancha…”

A próxima missão de Ítalo é a sexta etapa da temporada, em Jeffreys Bay, na África do Sul. A competição está prevista para ter início no dia 6 de julho. Além de buscar um bom resultado nas ondas, é preciso ficar atento com os tubarões que costumam aparecer pela região.

– Não tenho bons resultados em JBay, mas acredito que venho crescendo a cada etapa que vou competir lá. Esse ano vai ser diferente, tenho certeza. Estou conseguindo desenvolver um bom trabalho, espero me divertir como sempre, pegar altos ondas, apesar de a gente ter alguns “companheiros” dentro d’água. Esperamos que não, né?! Com essa onda não dá para brincar. Eu saio, literalmente, correndo – disse.

Ítalo Ferreira revê familiares e amigos em Natal e Baía Formosa, mas mantém rotina de treinos (Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com)

Ítalo Ferreira revê familiares e amigos em Natal e Baía Formosa, mas mantém rotina de treinos (Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com)