Gabriel Medina conquista terceira vitória no CT da França

Gabriel Medina (BRA) and Carissa Moore (HAW) finalists at the Quiksilver and Roxy Pro France 2017, Hossegor , France
Carissa Moore e Gabriel Medina são Campeões na França. Foto: Poullenot – WSL
By João Carvalho

A multidão que lotou a praia La Graviere no sábado, viu Gabriel Medina despachar John John Florence com um aéreo incrível nas semifinais e também derrotar outro havaiano, Sebastian Zietz, para conquistar sua terceira vitória no Quiksilver Pro France em sua terceira final consecutiva em Hossegor. Com o título em sua quinta decisão na etapa francesa do World Surf League Championship Tour, Medina saltou da oitava para a terceira posição no ranking e entra na briga do título mundial nesta reta final da temporada. O próximo desafio dos homens já começa na sexta-feira em Portugal. A havaiana Carissa Moore também ganhou chances de buscar o tetra com o bicampeonato no Roxy Pro contra a americana Lakey Peterson.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

“Estou muito feliz, pois trabalhei bastante antes desse evento e é muito bom ganhar novamente aqui. Este é um lugar realmente especial para mim”, disse Gabriel Medina. “Foi um evento ótimo, com boas ondas todos os dias e estou muito feliz pela vitória. Não estou pensando em ranking ou título mundial, eu só quero fazer o meu melhor em todos os eventos. Eu prometi a mim mesmo que eu tinha que ganhar um evento este ano e finalmente consegui”.

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No sábado, as ondas baixaram para 3-4 pés, mas continuaram apresentando boa formação em La Graviere para finalizar a nona etapa da corrida pelos títulos mundiais masculino e feminino da World Surf League na França. Gabriel Medina continuou usando a potência do seu backside nas direitas de La Graviere e a variedade das suas manobras de borda para liquidar seus oponentes. A primeira vítima foi Joel Parkinson, que não surfou nada na bateria das quartas de final e Medina passou fácil por uma larga vantagem de 15,20 a apenas 1,20 pontos.

“É sempre muito bom para mim voltar aqui pra França”, continou Gabriel Medina. “Eu adoro este tipo de beach break, com ondas fortes. São parecidas com as que tenho em casa (Maresias, São Sebastião-SP), então me sinto muito confortável aqui. Esta é minha terceira vitória aqui e isso é incrível. Fico feliz por ter chances agora de conseguir o título mundial e agora é focar em Portugal. Todo mundo começa do zero lá, então vamos com tudo para tentar outro bom resultado lá”.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

Depois, veio o grande clássico do surfe mundial no momento, com o surfista que vinha batendo recordes a cada bateria com seus voos espetaculares, John John Florence. Mas, quem fez o aéreo mais incrível e muito difícil de ser completado foi Gabriel Medina, que com a nota 8,57 dessa sua segunda onda, atingiu insuperáveis 16,40 pontos. O havaiano ainda ganhou a maior nota da bateria – 9,00 – mas não conseguiu trocar o 7,00 que tinha recebido na onda anterior e terminou em terceiro lugar na França. John John já tinha recuperado a primeira posição no ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader em Portugal.

“Foi uma bateria boa, muito divertida e é sempre interessante competir contra o Gabe (Medina)”, disse John John Florence. “Eu cometi alguns erros nas ondas que surfei no início da bateria e isso me custou caro. Mas, não me abati e acabei conseguindo surfar algumas ondas boas na bateria. Agora vamos para Portugal e estou muito confiante para buscar outra vitória lá. As ondas aqui na França estavam incríveis e espero que lá também seja assim”.

Sebastian Zietz (Foto: Poullenot – WSL)

Na grande final, Medina também não deu qualquer chance para o havaiano Sebastian Zietz, que barrou Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Nas semifinais ele passou bem pelo americano Kolohe Andino, algoz de Caio Ibelli na quarta fase, mas não achou boas ondas na decisão do título. Ele não conseguiu tirar nenhuma nota 5,00 nas cinco que surfou, enquanto Gabriel Medina ia aumentando a vantagem a cada apresentação. Nas duas melhores, recebeu notas 8,17 e 7,83 para conquistar sua terceira vitória em cinco finais disputadas no Quiksilver Pro France, por 16,00 a 9,30 pontos.

“As ondas estavam incríveis nesse evento e estou superfeliz pelo resultado”, destacou Sebastian Zietz. “Eu acho que o Gabriel (Medina) e o John John (Florence) são provavelmente os melhores surfistas do circuito, então eu sabia que ia ser muito difícil enfrentar o Gabriel numa final. Eu, infelizmente, não consegui surfar bem nenhuma onda na bateria, não consegui nem uma nota 5 pelo menos, mas está tudo bem porque consegui um troféu e o segundo lugar também é um grande resultado”.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Esta foi a primeira vitória de Gabriel Medina na temporada 2017, mas a quarta do Brasil nas nove etapas completadas na França e a segunda consecutiva, pois Filipe Toledo foi o campeão da antes dessa, o Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos. Filipe já tinha vencido o Corona J-Bay Open na África do Sul e Adriano de Souza conquistado sua segunda vitória no Oi Rio Pro, que mudou para Saquarema esse ano. Os três estão entre os oito surfistas que ainda têm chances matemáticas de conseguir o título mundial esse ano, mas apenas os três primeiros colocados vão brigar pela ponta do ranking no MEO Rip Curl Pro Portugal, que começa na próxima sexta-feira nas ondas de Supertubos, em Peniche.

O único brasileiro que pode chegar no Havaí com a lycra amarela do Jeep WSL Leader é Gabriel Medina. A possibilidade existe, mas será difícil de acontecer, pois o brasileiro já necessita unicamente da vitória em Portugal. Além disso, o líder John John Florence não poderá passar da terceira fase e o vice, Jordy Smith, não chegar nas quartas de final. Até porque John John foi o campeão do MEO Rip Curl Pro Portugal no ano passado e está em excelente fase, saindo da França como recordista absoluto, com as maiores notas e placares do Quiksilver Pro.

Miguel Pupo (Foto: Poullenot – WSL)

DERROTAS BRASILEIRAS – Além de Medina, mais dois brasileiros competiram no último dia da etapa francesa, mas foram derrotados em suas primeiras baterias no sábado em Hossegor. Caio Ibelli tentou aproveitar a segunda chance de classificação para as quartas de final no segundo duelo do dia, porém foi eliminado pelo norte-americano Kolohe Andino por 14,94 a 11,96 pontos. Mesmo não avançando, Ibelli já tinha subido da 22.a para a 19.a posição no ranking, deixando a rabeira da lista dos 22 surfistas que são mantidos na elite do CT para o ano que vem, com o também paulista Wiggolly Dantas.

O outro representante do Brasil era Miguel Pupo, que venceu dois duelos verde-amarelos na França. O primeiro foi contra Filipe Toledo na primeira repescagem do Quiksilver Pro e o outro contra o campeão mundial Adriano de Souza na terceira fase. Pupo está fora do G-22 e precisava da vitória em Hossegor para tirar a última posição de Wiggoly Dantas. No entanto, não conseguiu passar por Sebastian Zietz na primeira quarta de final e terminou em quinto lugar no evento, seu melhor resultado na temporada.

Caio Ibelli (Foto: Masurel – WSL)

BRASIL NO G-22 – Dos nove integrantes da “seleção brasileira” no CT 2017, cinco estão confirmando suas permanências no G-22, Gabriel Medina agora em terceiro lugar, Adriano de Souza em sétimo, Filipe Toledo em oitavo, Caio Ibelli em 19.o e Wiggolly Dantas em 22.o. Na porta de entrada da zona de classificação está Italo Ferreira na 23.a posição, depois tem Ian Gouveia na 25.a, Miguel Pupo que subiu da 31.a para a 27.a e Jadson André na trigésima.

Estes quatro terão que conseguir bons resultados nas duas etapas que fecham o World Surf League Championship Tour 2017, ou então buscar garantir suas vagas pelo ranking do WSL Qualifying Series, que classifica dez surfistas para completar o grupo dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. No momento, metade das vagas no G-10 do QS é do Brasil, com Jessé Mendes e Yago Dora já confirmados para reforçar a “seleção brasileira” em 2018, além de Willian Cardoso, Tomas Hermes e Michael Rodrigues.

O prazo do MEO Rip Curl Pro Portugal começa na próxima sexta-feira e vai até o dia 31 de outubro em Peniche. Já a etapa final da temporada, o Billabong Pipe Masters nos tubos de Banzai Pipeline, será disputada entre os dias 6 e 20 de dezembro, fechando também a Tríplice Coroa Havaiana na ilha de Oahu. Antes do Pipe Masters, acontecem as duas últimas etapas do WSL Qualifying Series com status QS 10000, o Hawaiian Pro de 12 a 24 de novembro em Haleiwa Beach e o Vans World Cup de 25 de novembro a 5 de dezembro em Sunset Beach.

Carissa Moore (Foto: Poullenot – WSL)

ROXY PRO FRANCE – No CT feminino, só resta mais uma etapa para definir a campeã mundial da temporada, o Maui Women´s Pro, entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro em Honolua Bay, na ilha de Maui, no Havaí. A havaiana Carissa Moore necessitava da vitória no Roxy Pro France para ter chances de tentar o tetracampeonato mundial e conseguiu isso. O bicampeonato em Hossegor levou a havaiana da sétima para a quarta posição no ranking e as cinco primeiras colocadas vão brigar pelo título mundial de 2017 no Havaí.

No entanto, as chances de Carissa Moore e de Stephanie Gilmore são as mais remotas, pois ambas precisam unicamente da vitória no Maui Women´s Pro e de uma combinação de resultados das três que estão na frente delas. A líder Sally Fitzgibbons e a vice Tyler Wright, não poderão chegar nas semifinais e a terceira colocada, Courtney Conlogue, não ser finalista em Honolua Bay. Antes de conquistar o bicampeonato na França, Carissa Moore barrou a número 1 do Jeep WSL Leader, Sally Fitzgibbons, nas semifinais.

Lakey Peterson (Foto: Poullenot – WSL)

Na outra bateria, a americana Lakey Peterson impediu que a atual campeã mundial, Tyler Wright, reeditasse a final do ano passado em Hossegor com Carissa. Peterson foi um dos destaques do evento, por usar as manobras aéreas na maioria das suas baterias em La Graviere. A decisão feminina foi disputada em altíssimo nível, com Carissa somando notas 9,20 e 7,50 contra 8,27 e 6,23 no placar encerrado em 16,70 a 14,50 pontos.

“Esse ano foi muito louco pra mim e conseguir uma vitória aqui foi incrível”, disse Carissa Moore. “Isso significa muito pra mim, porque foi um ano complicado. Tivemos boas ondas para competir aqui e estava um pouco nervosa contra a Lakey (Peterson) na final, mas sabia que tinha que relaxar e simplesmente me divertir. Todas as meninas estão surfando muito bem e estou muito feliz por estar aqui comemorando mais uma vitória na França”.

O Quiksilver & Roxy Pro France foram transmitidos pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf Lefague no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e Globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

Campeões na França (Foto: Poullenot – WSL)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QUIKSILVER PRO FRANCE:

Campeão: Gabriel Medina (BRA) por 16,00 pontos (8,17+7,83) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Sebastian Zietz (HAV) com 9,30 pontos (4,67+4,63) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Sebastian Zietz (HAV) 16.26 x 14.00 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Gabriel Medina (BRA) 16.40 x 16.00 John John Florence (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Sebastian Zietz (HAV) 15.93 x 14.10 Miguel Pupo (BRA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 11.60 x 6.10 Marc Lacomare (FRA)

3.a: John John Florence (HAV) 19.67 x 10.67 Mick Fanning (AUS)

4.a: Gabriel Medina (BRA) 15.20 x 1.20 Joel Parkinson (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 13.750:

1.a: Sebastian Zietz (HAV) 14.40 x 11.73 Owen Wright (AUS)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 14.94 x 11.96 Caio Ibelli (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS) 15.70 x 13.37 Joan Duru (FRA)

4.a: Joel Parkinson (AUS) 14.03 x 10.24 Nat Young (EUA)

GRANDE FINAL DO ROXY PRO FRANCE:

Bicampeã: Carissa Moore (HAV) por 16,70 pontos (9,20+7,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Lakey Peterson (EUA) com 14,50 pontos (8,27+6,23) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 19.000 de prêmio:

1.a: Carissa Moore (HAV) 15.60 x 13.07 Sally Fitzgibbons (AUS)

2.a: Lakey Peterson (EUA) 17.20 x 15.56 Tyler Wright (AUS)

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – 9 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 49.900 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 47.600

3.o: Gabriel Medina (BRA) – 40.750

4.o: Owen Wright (AUS) – 39.850

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 38.200

6.o: Julian Wilson (AUS) – 37.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

8.o: Filipe Toledo (BRA) – 34.950

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 31.850

10: Kolohe Andino (EUA) – 30.000

11: Sebastian Zietz (HAV) – 29.750

12: Mick Fanning (AUS) – 28.300

13: Frederico Morais (PRT) – 26.400

14: Adrian Buchan (AUS) – 25.250

15: Connor O´Leary (AUS) – 25.200

16: Joan Duru (FRA) – 23.400

17: Michel Bourez (TAH) – 22.450

18: Jeremy Flores (FRA) – 21.450

19: Caio Ibelli (BRA) – 20.500

20: Bede Durbidge (AUS) – 20.200

21: Conner Coffin (EUA) – 19.750

22: Wiggolly Dantas (BRA) – 18.700

———–outros brasileiros:

23: Italo Ferreira (BRA) – 16.450 pontos

25: Ian Gouveia (BRA) – 14.250

27: Miguel Pupo (BRA) – 14.200

30: Jadson André (BRA) – 11.750

35: Yago Dora (BRA) – 7.000

38: Jessé Mendes (BRA) – 2.250

43: Bino Lopes (BRA) – 1.000

44: Samuel Pupo (BRA) – 500

TOP-10 DO JEEP WSL LEADERBOARD FEMININO – 9 etapas:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 52.900 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 51.200

3.a: Courtney Conlogue (EUA) – 50.000

4.a: Carissa Moore (HAV) – 47.300

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 45.150

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 42.550

7.a: Sage Erickson (EUA) – 42.350

8.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 42.000

9.a: Johanne Defay (FRA) – 40.000

10: Keely Andrew (AUS) – 35.250

12: Silvana Lima (BRA) – 28.450