Família carioca viaja por dois anos para gravar documentário

Família carioca viaja por dois anos para gravar documentário
Com vinte pranchas e muitas câmeras na bagagem, os integrantes embarcam para desbravar os principais picos das ondas
À primeira vista, eles podem até parecer uma típica família de comercial de margarina curtindo mais um fim de semana na praia. Mas o quarteto que ilustra a foto ao lado não é tão convencional assim: Bruno Robles, 34 anos, e Jade Azeredo, 33, conheceram-se numa festa de Ano-Novo no barco onde o carioca morava (isso mesmo), na Marina da Glória. Ele, um jovem fotógrafo de surfe com cabelos desgrenhados e a barba por fazer. Ela, loira, olhos azuis, estudante de moda da Zona Sul. Parecia um casal improvável, não fosse um detalhe: o DNA igualmente aventureiro de Jade. Antes mesmo de ela nascer, seu pai, hoje dono de uma pousada no interior de Alagoas, já havia desbravado as praias nordestinas atrás das melhores ondas, a bordo de um Fusca, em 1973. Juntos há doze anos, os dois nunca se preocuparam em levar uma vida convencional. A dupla morou numa vila de pescadores em Pipa, no Rio Grande do Norte. Primeiro, num casebre sem água nem luz. Depois, eles ergueram ali uma pousada que já serviu até de cenário para a novela Flor do Caribe, em 2013. Antônio, o primogênito do casal, pegou sua primeira marola nas águas potiguares junto com o pai aos 8 meses, e com 1 ano e meio já ficava em pé na prancha. Hoje, aos 11 anos, surfa com a destreza de quem já encara tubos velozes e arrisca outras manobras ainda mais radicais. Em 2011, quando tinha 6 anos e a irmãzinha, Angelina, 2, a família partiu para uma viagem de carro de 45 000 quilômetros pelos melhores picos do esporte na América do Sul. Agora, têm pela frente mais uma grande aventura. “O surfe é uma filosofia de vida, é respeito ao próximo e à natureza. Queremos formar seres humanos mais conscientes”, avalia Robles.

Fonte vejario.abril.com.br

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