Entre novatos e veteranos prova gera expectativa entre os participantes

Após mais de duas décadas, Revezamento Volta à Ilha não perde sua essência e continua sendo uma das provas mais aguardadas por atletas de todo país – Fotos: Gabriel Heusi/Heusi Action

23º Revezamento Volta à Ilha: Entre novatos e veteranos prova continua causando expectativa entre os participantes

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Imagine organizar o mesmo evento durante mais de duas décadas, sempre no mesmo lugar, e nunca perder a essência de causar êxtase e expectativa em seus participantes. Agora calcule isso entre quase 4.000 corredores. Mesmo em sua 23ª edição, o Revezamento Volta à Ilha ainda continua sendo a “cereja do bolo” para uma legião de corredores, que têm a oportunidade de participar da principal corrida do gênero na América Latina, neste ano marcada para o dia 7 de abril, em Florianópolis.

Sempre com alguma novidade, a prova se reinventou ao longo desses 23 anos, acompanhando as mudanças da capital catarinense, da natureza, e claro, das vontades de muitos atletas que sempre participaram ativamente das transformações nos percursos, trechos e distâncias. Entre veteranos e novatos, a prova segue causando o mesmo sentimento de frio na barriga. “Não existe uma parte mais legal da prova, tudo é sensacional. Conseguir fazer a volta correndo ou dando apoio é o que mais vale”, ressalta o advogado Alexandre Evangelista, de 46 anos, que vai para sua segunda edição do Revezamento Volta à Ilha.

Escalado por sua equipe para fazer os trechos dos Ingleses até o Santinho e depois fechar a prova, Alê, como é conhecido pelos parceiros de treino, dá algumas dicas para quem vem pela primeira vez para a prova. “Eu acho que o trecho mais difícil da prova é o do Morro do Sertão, devido a altimetria e pelo tipo de piso, mas o Moçambique e a Joaquina, por serem de areia fofa, são trechos bem complicados também”, avalia.

Estreante na prova, a médica Caroline Gali Moreira, 33 anos, diz estar realizando um sonho. “Quando comecei a treinar corrida a Volta à Ilha foi uma das primeiras provas que vi e ficava imaginando como aquelas equipes conseguiam completar toda essa distância. Parecia algo longe de mim e agora estou sentindo que estou atingindo um objetivo. Saber que vou poder dividir momentos com amigos é muito legal. Será um dia bem divertido”, explica.

Carol fará um dos trechos de areia e mesmo para uma “novata” mostra que o planejamento para completar o percurso de 140 km é fundamental. “Eu já fiz algumas provas no verão e tenho treinado bastante nesse tipo de trecho, então estou tranquila. A expectativa maior é em poder estar com a minha equipe nesse novo desafio”, completa.

Para esse ano, o Revezamento Volta à Ilha chega com algumas novidades. A distância continua a mesma, mas ao invés de dezessete trechos neste ano serão dezoito. Outra novidade está na opção de largadas em pontos diferentes para as equipes mais lentas. A chamada “Participação R” funcionará com largadas simultâneas dos pontos de números 1 – Avenida Beira-Mar Norte – e 5 – Praia de Jurerê, às 7h15 e 7h30.

“Nossa ideia é possibilitar com que as equipes de pace mais lento consigam finalizar a prova com mais tranquilidade e poder desfrutar do evento sem estresse. Os primeiros corredores fazem os percursos 1, 2, 3, 4 e 5, enquanto outro grupo larga do seis em diante. Após a conclusão das cinco primeiras etapas os atletas se encontram com os demais para o prosseguimento do trabalho em equipe”, explica Carlos Duarte, organizador do evento.

Com 140 km a prova é dividida em 18 trechos com os mais distintos níveis, tipos de solo e altimetria, passando por praias, trilhas, asfalto, morros e dunas. Como sempre, a divisão das equipes de acordo com as aptidões de cada atleta é fundamental para o sucesso na competição. Confira abaixo.

0– Saída – Av. Beira Mar Norte (Trapiche) – 7,2 km – Fácil
02 – Bairro João Paulo – Praça Dr. Fausto L.S. Brasil – 4 km – Fácil
03 – Rod. SC 401 – Office Park – 8,3 km – Difícil
04 – Santo Antônio da Lisboa (Praça) – Travessia de barco – 8,0 km – Moderado
05 – Praia da Daniela – 5,1 km – Moderado
06 – Jurerê Tradicional (fim da praia) – 5,3 km – Moderado
07 – Cachoeira do Bom Jesus – Rua Otacílio Costa – 10,4 km – Muito, muito difícil
08 – Praia Brava – Rua Ari Kardec B. Melo – 5,2 km – Difícil
09 – Praia dos Ingleses – Praia, final da R. Dante de Patta – 4,7 km – Fácil
10 – Praia do Santinho – Posto Guarda-vidas – 8,4km – Muito difícil
11 – Praia do Moçambique – 5,7 km – Muito difícil
12 – Barra da Lagoa – Cidade da Barra – 8,1 km – Muito difícil
13 – Praia da Joaquina – Posto Guarda-vidas- 4,9 km – Muito difícil
14 – Praia do Novo Campeche – 7,7 – Muito difícil
15 – Praia da Armação (perto da Lagoa do Peri) – 9,3 km – Difícil
16 – Praia dos Açores / Morro do Sertão – 16,4 km – O mais difícil
17 – Tapera – Fazenda da Ressacada – 15,2 km  – Difícil
18 – Via Expressa Sul – Saco dos Limões (Ciclovia) – 6,1 km – Fácil
Chegada – Av. Beira-mar Norte (Trapiche)

Sobre o Revezamento Volta à Ilha:

Idealizada no ano de 1996 pela Eco Floripa, a Volta à Ilha se caracteriza por ser uma prova de revezamento que desafia as equipes a dar uma volta completa correndo na Ilha de Santa Catarina, capital do Estado. A prova é dividida em 18 trechos que desafiam os atletas em 140 km de praias, asfalto, dunas e trilhas. As equipes são formadas por dois, oito ou até doze atletas e competem em 9 categorias: Duplas, Aberta, Aberta Mista, Feminina, Veteranas 40, 50, 60 anos, Veterana mista e Participação.

Além da participação no asfalto, dunas, trilhas e praias, o sucesso no Revezamento Volta à Ilha requer também um grande trabalho em equipe. Ainda, a prova conta com o acolhedor público da capital catarinense, que vai aos principais pontos da corrida para incentivar os competidores. Todos esses elementos fazem do Revezamento Volta à Ilha a principal competição do gênero na América Latina.

O evento que começou com dezenas de atletas hoje recebe aproximadamente 4.000 atletas de 14 estados brasileiros e do Mundo. Em 2015, o Revezamento Volta à Ilha completou seu 20º aniversário, consolidando-se no cenário nacional e internacional e agora, para sua 23ª edição a expectativa e ansiedade dos atletas permanece a mesma. A prova se consagrou pela qualidade e pelo profissionalismo da Eco Floripa, que a cada ano se responsabiliza por realizar um evento cada vez melhor e inesquecível.

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