Embarcação para surfistas afunda com brasileiros na Indo

O barco Alyssa que naufragou na Indonésia. Foto Divulgação

O que era pra ser mais uma ‘surftrip’ de sonho se transformou em um perrengue homérico para Pedro Scooby e, principalmente, Feilpe “Gordo” Cesarano. O barco em que estavam viajando, junto com mais nove amigos, quebrou no meio do trajeto entre a Sumatra e as ilhas Mentawai, nesta quinta (2), e uma série de complicações com o resgate fez com que Gordo e mais quatro amigos ficassem três horas perdidos, à deriva, no meio do mar, apoiados apenas em suas pranchas.

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Durante a travessia, o casco do barco Alyssa sofreu uma avaria no casco. Quando os tripulantes perceberam, pela manhã, o barco já tinha sido tomado por um bom volume de água e o naufrágio era praticamente inevitável. Todos, os 11 passageiros e os 6 tripulantes, trabalharam para tirar a água enquanto não chegava a ajuda que haviam solicitado pelo rádio.

Cesarano conta que, após a chegada da guarda costeira, uma série de coisas começou a dar errado. O bote que fazia a transferência de um barco para o outro quebrou. Depois, o jet ski também quebrou. Ele estava no último grupo que seria resgatado e precisou pular na água, com alguns pertences sobre as pranchas, para chegarem até o barco de apoio.

Neste momento, já de noite, o grupo perdeu o contato com os socorristas quando a corda que os guiava enganchou no motor do barco de apoio.

Eles ficaram três horas à deriva, na escuridão completa e em um mar com tamanho suficiente para danificar um barco de médio porte. “A gente foi se distanciando, escureceu. Sorte que a gente tinha uma lanterna, a lanterna salvou nossa vida”, contou Gordo.

Pedro Scooby, que já tinha sido resgatado, confirmou que o grupo só foi localizado e salvo graças à lanterna que um dos surfistas tinha levado.

“Infelizmente, no final do resgaste, a gente perdeu cinco pessoas [Gordo era uma delas], naufragadas em cima de prancha, mas a gente conseguiu chegar até eles por causa de uma lanterna que eles tinham na mão. E ficou todo mundo vivo. Graças a Deus todo mundo bem”, escreveu o big rider.

Em uma temporada que contou, até agora, com o maior ‘swell’ de que se tem notícia em décadas, o que não faltam são histórias de perrengues iguais ou piores que essa.

No início da semana passada, um barco que estava ancorado na ilha de Nias teve sua corda estourada e foi levado pela correnteza à zona de rebentação, onde foi virado e destruído pelas ondas.

Na mesma semana, em Bali, dois surfistas se perderam já à noite durante uma sessão de ondas gigantes em Uluwatu. Felizmente, em todas as ocasiões, ninguém sequer saiu ferido até agora, apesar dos sustos.

Fonte hardcore.com.br