Decisão sobre a inclusão do Surf na Olimpíada de Tóquio em 2020, será tomada nesta quarta.

Decisão sobre a inclusão do Surf na Olimpíada de Tóquio em 2020, será tomada nesta quarta.
O argentino Fernando Aguerre, presidente da Associação Internacional de Surfe (ISA), afirmou que o esporte, se entrar no programa olímpico, terá de incorporar duas diretrizes na hora de escolher quem estará na competição: os melhores surfistas e a maior diversidade geográfica. Apesar de não ter ingerência sobre a liga profissional (WSL, na sigla em inglês), ele abriu o sorriso para dizer que Kelly Slater e Gabriel Medina estão “amarradões” com a possibilidade de ver o esporte se tornar olímpico.

Depois da entrevista, ele ainda pegou o celular para mostrar fotos suas ao conhecer a praia da Barra da Tijuca, onde fica o hotel que recebe o Congresso do Comitê Olímpico Internacional (COI), e disse ter adorado o local.

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– Estamos trabalhando com a WSL e eles estão nos apoiando 100%. Os surfistas profissionais, Medina, Adriano (de Souza, o Mineirinho) e Kelly Slater estão amarradões com a possibilidade.

Confiante pela votação que acontecerá nesta quarta-feira pela inclusão de cinco esportes no programa de 2020, nos Jogos de Tóquio, o dirigente reconheceu que poucos países dominam o cenário mundial do esporte, mas terá de ser encontrado um mecanismo para que todos tenham o mesmo número de surfistas.

– O movimento olímpico tem dois princípios: os melhores esportistas e a maior diversidade geográfica. Vamos ter um sistema qualificatório que vai permitir esses dois objetivos. Queremos surfistas africanos, asiáticos, europeus… O foco do surfe hoje é Brasil, Austrália e Estados Unidos, mas todo mundo tem que ter a mesma quantidade de surfistas.

Sem querer usar a palavra “lobby”, o presidente da IAS garante que tem usado argumentos históricos da modalidade para convencer os membros do Comitê Olímpico Internacional.

– Faltam 24 horas. Não acredito que se faça lobby com argumentos que não são reais. A melhor maneira é contar o que você realmente é. Somos um esporte jovem, que nasceu e cresceu dentro de uma liberdade muito especial. O surfe não é só um esporte, é cultura, ambientalismo, humanismo e um monte de outras coisas que serão fomentadas através desse outro cenário que teremos.

Ainda praticante do surfe, o dirigente não vê muitos argumentos para que o esporte não seja incluído nos Jogos Olímpicos. Para ele, em muitos momentos é até mais desgastante do que várias outras modalidades praticadas na Olimpíada.

Fonte engenhariasurf.weebly.com