Confira a trajetória de Gabriel Medina no Mundial

Gabriel Medina terminou o Circuito Mundial de Surf na 3ª colocação.  Foto: Kelly Cestari/WS

Gabriel Medina não foi campeão, mas fez ótimo ano no Circuito Mundial. Confira o balanço
O residente de Maresias brigou pelo título da WSL até a penúltima etapa do torneio

Terminou mais uma temporada do Circuito Mundial de Surf. Marcado por polêmicas de arbitragem, o vencedor do ano de 2016 (com total justiça) foi John John Florence, que levantou o troféu ainda na penúltima etapa da competição. Gabriel Medina lutou pelo título até o fim, mas não conseguiu igualar a grande fase do havaiano. O que não significa que o brasileiro tenha feito um ano ruim.

Medina foi a principal pedra no sapato de Florence durante toda temporada. O campeão do mundo de 2014, iniciou 2016 bem abaixo do seu potencial, sem destaque nas três primeiras etapas da temporada. Na etapa de abertura em Gold Coast e em Bells Beach, parou na 3ª rodada. Na sequência em Margaret River, foi um pouco melhor caindo na 5ª rodada.

O jogo começou a virar apenas no Rio de Janeiro. “Em casa”, Medina acordou e deu início a sua boa fase no ano. O residente de Maresias alcançou a semifinal da etapa e pegou confiança em Fiji, local onde conseguiu seu primeiro e único troféu no ano, ao bater o australiano Matt Wilkinson na decisão.

A 5ª colocação na etapa de Jeffreys Bay e a ida às semifinais no Taiti colocaram o brasileiro de vez na luta pelo título. Porém, em Trestles, a polêmica queda na 3ª rodada freou sua boa sequência. Medina perdeu sua bateria contra o americano Tanner Gudauskas em decisão dos árbitros contestada. Especialistas, ex-surfistas e até mesmo adversários saíram em defesa do brasileiro.

Apesar da polêmica, Gabriel Medina não se deixou abater e alcançou a final em Hossegor, ficando próximo de John John Florence no ranking do Circuito, o que faria da etapa seguinte totalmente decisiva. E foi lá mesmo, em Peniche, com a queda precoce do brasileiro na 3ª rodada, que o havaiano acabou sagrando-se campeão do mundo de surf pela primeira vez em sua carreira.

A última etapa em Pipeline ainda serviu para Medina tentar confirmar o vice-campeonato do WSL 2016, mas novamente parando na 3ª rodada, viu o sul-africano Jordy Smith, com a 5ª posição da etapa, ultrapassando-o no ranking do Circuito.

Talvez, o 3º lugar no torneio mundial pode ter vindo com um sabor amargo, mas sem dúvidas, o campeão do mundo de 2014 teve um balanço positivo em 2016, conseguindo chegar ao pódio pelo terceiro ano consecutivo – também foi 3º em 2015.

Miguel Pupo se mantém na elite do surf
Residente de Maresias, Miguel Pupo se manteve na elite do surf mundial para 2017. O brasileiro estava ameaçado de ficar de fora dos 22 primeiros do ranking do Circuito, mas conseguiu se garantir na última etapa em Pipeline, ficando exatamente em 22º lugar.

Pupo, ao longo da temporada, manteve a regularidade ficando em 13º em 7 das 11 etapas da competição. Sua melhor colocação no ano aconteceu nos WCTs do Rio de Janeiro e de Peniche, onde alcançou a 5ª posição das etapas.

Fonte maresias.com.br