Com apoio empresarial Paulo Lotero representa o Brasil no Mundial de Surf adaptado

Paulo Renato Lotero irá participar do Dukes Oceanfest na categoria Prone. Foto: Reprodução Facebook.

As ondas havaianas recebem neste final de semana o campeonato mundial de surf adaptado, que acontece durante o Dukes Oceanfest. O torneio acontece todo o verão em homenagem a lenda havaiana Duke Paoa Kahanamokue.

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O campeonato mundial de surf adaptado acontece neste final de semana, entre os dias 21 e 24 de agosto, em Waikiki, Ilha de Oahu, no Hawaii. E este ano o Brasil será representado pelo surfista Paulo Renato Lotero, que irá participar do Dukes Oceanfest na categoria Prone, para atletas paraplégicos que surfam sem auxílio.

Lotero, que embarcou na última quarta-feira (16/8) para o o arquipélago havaiano, fez uma vaquinha virtual para poder participar do evento e conseguiu apoio de diversas empresas de sua cidade . “Moro em Santana do Livramento, interior do Rio Grande do Sul, mas participo da ONG Adaptsurf do Rio de Janeiro”, contou o atleta, que perdeu os movimentos das pernas em decorrência de um acidente automobilístico em 2010.

O atleta fez uma vaquinha virtual para poder participar do evento no Hawaii. Foto: Arquivo Pessoal.

E o brasileiro está bastante motivado para a prova em Waikiki. “Estou muito empolgado para a competição. Parece que vamos ter 16 participantes na minha categoria e o formato será de baterias de quatro surfistas”, disse Paulo Renato, que encontrou no surf a força necessária para seguir em frente depois do acidente.

DAVI TEIXEIRA FOI DESTAQUE DO EVENTO NO ANO PASSADO

Ano passado, o brasileiro Davi Teixeira, O Davizinho Radical, foi vice-campeão do Dukes Oceanfest na categoria Assisted, que conta com o apoio de seu técnico e surfista profissional Betinho Dias. A bateria final foi emocionante, onde Davi arrancou uma nota 10 dos juízes numa onda longa e com algumas trocas de bordas.

Davi Teixeira sempre é destaque nos eventos em que participa. Foto: Reprodução Instagram.

O surf adaptado cada vez mais vem crescendo e abrangendo mais participantes que se encorajam a praticar o esporte. O critério de julgamento varia de torneio para torneio. No Duke’s, por exemplo, as trocas de bordas são os critérios mais valiosos, enquanto no ISA Games avalia-se primeiramente o tamanho da onda e distância percorrida pelo surfista.

Fonte surfar.com.br