Cinco surfistas brigam pelo título mundial na ilha havaiana de Maui

Tyler Wright, Sally Fitzgibbons, Courtney Conlogue, Carissa Moore e Stephanie Gilmore são as concorrentes. Etapa decisiva em Honolua Bay será de 25 de novembro a 3 de dezembro

yler Wright, Sally Fitzgibbons, Courtney Conlogue, Carissa Moore e Stephanie Gilmore. Em uma temporada com oito diferentes campeãs nas nove etapas disputadas até o momento, cinco surfistas de altíssimo nível seguem na briga pelo título. A decisão será na última parada do Circuito Mundial de 2017, na ilha havaiana de Maui, de 25 de novembro a 3 de novembro. O SporTV.com transmite as baterias em Honolua Bay ao vivo neste fim de semana. A WSL apontou 2017 como o ano mais equilibrado da história entre as mulheres.

As atletas chegam à paradisíaca baía havaiana carregando o peso de seus sonhos, e apenas uma delas será coroada em Maui. Quatro continentes e duas ilhas ao longo de nove etapas foram sedimentando o caminho para o caneco. Nada está definido, porém, as três primeiras do G-17 levam vantagem. Uma vitória da líder Sally Fitz, da atual campeã mundial Tyler Wright (2ª) ou de Courtney Conlogue (3ª) lhes dá de presente o caneco de melhor do mundo. A tricampeã mundial Carissa Moore (4ª) e a hexa Steph Gilmore (5ª) também têm esperanças.

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Tyler Wright defende o título mundial e da etapa havaiana em Maui (Foto: WSL / POULLENOT/AQUASHOT)

Tyler Wright defende o título mundial e da etapa havaiana em Maui (Foto: WSL / POULLENOT/AQUASHOT)

– Estou agora no nível que eu deveria ter estados nesses últimos seis anos – disse Tyler, recuperada de uma lesão no joelho sofrida no freesurf em Portugal e defensora do título em Maui.

– Gostaria de vencer como uma forma de agradecimento a todos que me apoiaram e me ajudaram a chegar até aqui e a desenvolver o meu surfe. Ganhar títulos mundiais será a minha forma de agradecê-los – acrescentou a australiana, que usou como combustível o drama vivido pelo irmão Owen Wright, no ano passado, um longo processo de recuperação da grave lesão na cabeça.

Embora tenham menos chances, Gilmore, três vezes campeã no pico, sendo a última em 2009, e Carissa Moore, presente nas últimas três finais, vencendo duas, também são cotadas. A australiana e a havaiana precisam da vitória e de uma combinação de resultados. Carissa, apesar de ter tido um ano irregular, segue com chances, mas precisa vencer a etapa em Honolua e ainda torcer por tropeços de Sally e Tyler nas semifinais e para que Courtney não seja finalista. As contas para Steph são mais complexas, mas, ainda há esperança para a hexacampeã mundial.

Hexacampeã mundial, Stephanie Gilmore já venceu 3 vezes o evento em Maui, no entanto, o último foi em 2009 (Foto: WSL / KIRSTIN SCHOLTZ)

Hexacampeã mundial, Stephanie Gilmore já venceu 3 vezes o evento em Maui, no entanto, o último foi em 2009 (Foto: WSL / KIRSTIN SCHOLTZ)

Única representante do Brasil na elite feminina, Silvana Lima já está classificada para o CT de 2018. A cearense de Paracuru assegurou a vaga através do QS. Ela liderou o ranking de acesso durante boa parte do ano e ocupa atualmente o top 3. O título em Los Cabos, no México, e o terceiro lugar na Galícia credenciaram Silvana ao posto. Pela elite, a veterana ganhou a etapa de Lower Trestles, nos Estados Unidos, mas teve uma temporada irregular e está em 12º na elite.

O Tour foi aberto nas direitas de Snapper Rocks, na Gold Coast, e passou por Bells Beach e Margaret River, fechando a perna australiana. Depois, o circuito seguiu para Saquarema (RJ), Ilhas Fiji, Huntington Beach e Lower Trestles, na Califórnia, Cascais, em Portugal, e Hossegor, na França, até chegar ao Havaí, palco do encerramento da temporada.

As 10 surfistas mais bem ranqueadas automaticamente se classificam para a elite na temporada seguinte. As seis melhores da Divisão de Acesso (QS) carimbam o passaporte para o CT, e a WSL ainda distribui um convite (wildcard) para uma atleta, compondo o grupo das top 17.

Carissa Moore esteve presente nas últimas 3 finais em Maui e venceu duas. Ano foi irregular e ela depende de combinação de resultados  (Foto: WSL)

Carissa Moore esteve presente nas últimas 3 finais em Maui e venceu duas. Ano foi irregular e ela depende de combinação de resultados (Foto: WSL)

Líder do ranking mundial, Sally Fitzgibbons tentará em Maui o seu primeiro caneco  (Foto: WSL)

Líder do ranking mundial, Sally Fitzgibbons tentará em Maui o seu primeiro caneco (Foto: WSL)

Confira as baterias da 1ª fase em Maui:

1: Stephanie Gilmore (AUS) x Nikki Van Dijk (AUS) x Malia Manuel (HAV)
2: Carissa Moore (HAV) x Johanne Defay (FRA) x Pauline Ado (FRA)
3: Sally Fitzgibbons (AUS) x Silvana Lima (BRA) x Brisa Hennessy (HAV)
4: Tyler Wright (AUS) x Tatiana Weston-Webb (HAV) x Laura Enever (AUS)
5: Courtney Conlogue (EUA) x Keely Andrew (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)
6: Lakey Peterson (EUA) x Sage Erickson (EUA) x Coco Ho (HAV)                                                                                                                                                                           por globoesporte.globo.com