Carlos Burle – profissão: surfista

Burle no lançamento cda sua biografia om seu livro Foto: globo.com

“Vida intensa como uma onda grande!”. Campeão mundial na remada e no tow-in, o pernambucano Carlos Burle revela o lado humano e conta histórias no livro Carlos Burle – profissão: surfista.

Não é exagero dizer que o pernambucano Carlos Burle é um dos atletas que mais romperam barreiras dentro do esporte.

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Pioneiro entre os surfistas brasileiros na conquista de títulos internacionais em ondas gigantes, com marcas surpreendentes e reconhecidas no mundo todo, ele sempre foi movido por desafios cada vez maiores!

E para comemorar seus 50 anos, o big rider lançou esta semana a sua biografia,  Carlos Burle – profissão: surfista, que faz a desconstrução de um herói.

Enquanto compartilha os feitos em cima da prancha, o pernambucano aborda temas como a disciplina, as frustrações e a ousadia que lhe tiraram da vida burguesa em Recife e o levaram para os picos mais perigosos do mundo.

Carlos Burle numa onda gigante em Jaconé. Foto acervo.oglobo.globo.comRick Werneck.

“A vida é intensa como uma onda grande! Só quando você cai é que sente o poder que ela tem. E a vida não vai te mostrar as suas ferramentas se você não aceitar o desafio. Eu não estaria hoje com 50 anos vivendo um momento tão especial se eu não tivesse aceitado todos os desafios que a vida me deu”, contou Burle, durante o lançamento do livro pela editora Sextante.

Fotos: Reprodução Facebook.

E o big rider pernambucano ainda acrescentou sobre sua biografia: “Esse é um livro de um ser humano para um ser humano. Eu tive que experienciar várias coisas sozinho, criar esse laboratório sozinho para poder evoluir. Errei muito, mas também aprendi muita coisa. Essa biografia é a desconstrução da imagem de herói do Carlos Burle na mídia. Tem minhas conquistas no surf, mas é muito mais que isso. Tem histórias que nem a minha família conhecem. Esse livro mostra que eu também errei, tropecei e aprendi muito no caminho. Quero deixar essa mensagem pra todo mundo. Acho que o mais importante desse livro é a reflexão.”

O big rider em Todos os Santos. Foto: Rowland/WSL.

Em cinco anos, Carlos Burle saiu das primeiras braçadas e foi logo apontado como uma promessa do surf amador brasileiro, começando uma história de sucesso. Aos 12 de idade, Burle surfou pela primeira vez; aos 13 começou a dropar ondas fora de Recife; entre os 15 e os 16, ele embarcou para Fernando de Noronha e começou a participar de competições em outros estados do Nordeste; e aos 17 anos, conquistou os primeiros patrocínios como amador e começou a alçar voos mais longos em campeonatos na região Sul.

A vida pessoal foi igualmente também é abordada no livro recém-lançado. Entre a separação dos pais, a descoberta da yôga e da meditação, as loucas experiências alimentares, as descobertas sexuais e até, tempos depois, a urinoterapia, ingestão da própria urina com fins medicinais, também aparecem nas páginas da biografia.

Carlos Burle botando pra baixo em Nazaré. Foto: Hugo Silva.

Mas o tempo foi passando e o Brasil ficou pequeno para Burle. O pernambucano, então, começou a rodar o mundo atrás da adrenalina de descer ondas gigantes. Lugares como o Hawaiií, Tahiti, Califórnia, Peru … E assim foi se destacando e alcançou o estrelado, primeiro na remada, depois no desenvolvimento do tow-in.

Burle com Rodrigo Resende e Rosaldo Cavalcanti em 1998 no seu primeiro título mundial . Foto: Surfline.

Em 1998, o big rider foi campeão internacional pela primeira vez, no primeiro Campeonato Mundial de Ondas Grandes na remada. Em 2001, Burle surfou em Mavericks, na Califórnia, a maior onda do mundo até então, com cerca de 23 metros de altura, feito que lhe rendeu menção no Guinness e o Oscar do surf em ondas grandes. Alé disso, ele foi o primeiro brasileiro a participar do Eddie Aikau, tradicional evento de ondas gigantes realizado no North Shore de Oahu, no Hawaii.  

O big rider pernambucano em Mavericks. Foto: Fred Pompermayer.

Na temporada 2009-2010, sagrou-se campeão do primeiro circuito mundial de ondas grandes na remada. E em 2013, em Portugal, ele surfou a maior onda de sua vida, estimada em mais de 30 metros. Isso depois de ter resgatado Maya Gabeira no mar de Nazaré, em um momento histórico do esporte.

Por globoesporte.globo.com