Canoístas reforçam equipes na 15ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas

Samu- Rafael Leão e Luiz Guida. Foto Tiago Barra

Canoístas destaques individuais reforçam equipes de ponta na 15ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas

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Na disputa por equipes de canoa havaiana o importante é a sinergia e o sincronismo dos seis remadores. Mas mesmo valendo o conjunto, alguns atletas se destacam individualmente e no 15º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas buscam se adaptar para reforçar seus times. A prova será realizada neste sábado (10), com 75 quilômetros de remadas ininterruptas, com largada e chegada na Praia da Aparecida, em Santos.

Serão 33 equipes e em duas delas, nomes que estão entre os melhores canoístas individuais do País, com várias conquistas da categoria OC1. Um dos principais, sem dúvida, é Rogério Mendes, estreante na prova, remando na equipe TriboQPira, hexacampeã no evento. “Será minha primeira participação em uma prova dessa natureza. Sou competidor de provas individuais, mas tenho certeza de que será uma grande experiência. Uma prova coletiva depende de vários fatores. Fazer uma prova individual é mais fácil porque tem menos variáveis”, comenta.

Ele cita que numa prova em equipe existe situações especiais e são exigidos a camaradagem, superação e disciplina para manter o grupo unido e focado em terminar a prova em boas condições. “Estou me adaptando à canoa OC6, que na verdade é outro esporte, se compararmos com a canoa individual. A posição, a remada e as dores são diferentes, mas já estou me adaptando”, conta.

Para ele, o segredo é treinar o ritmo e não fazer alterações bruscas durante o percurso. “Evitando aquela queda abrupta nos últimos quilômetros, a famosa quebrada”, ressalta Rogério, que terá como companheiro de time outro destaque individual, Felipe Neumann, um dos mais experientes na prova. “A maioria dos meus títulos foi no individual, mas gosto muito da equipe, ainda mais que será formada por alunos, molecada da base. Todos têm de estar dispostos a treinar, sofrer um pouco”, argumenta.

EXPERIENTE – O experiente Celso Filetti, também da TriboQPira, tem um pensamento diferente. Para ele, competir em grupo é mais prazeroso e mais fácil. “Porque não existe um peso totalmente seu. É como se fosse um exército e um ajuda o outro. Todos se doam. Há muito incentivo dentro da própria canoa e não deixa o ânimo cair”, fala o atleta, lembrando que pela prova ter revezamento a torna ainda mais atrativa.

“Somos nove atletas, três revezando. Então se acontece algo, como fadiga ou câimbra, você pode descansar e voltar para ajudar o seu time”, complementa. “Essa prova é fantástica, por isso é cada vez mais a cada ano”, destaca o canoísta de 53 anos e um dos maiores entusiastas da modalidade. “Para mim é um desafio maior, porque a equipe é open e já nem sou mais master, sou super master”, brinca.

LEÃO – Na equipe rival, a Samu Team Brazil, atual bicampeã e recordista do Desafio, estarão outros dois destaques: Rafael Leão, que esteve presente em 13 das 14 edições realizadas, e Luiz Guida, o Animal, que tem o sugestivo apelido justamente relacionado à sua força nas remadas e além da canoagem, é um dos nomes de ponta do stand up paddle. “OC6 e OC1 são completamente diferentes. Se juntar os seis melhores individualmente numa canoa não será necessariamente a melhor equipe. Já passamos por isso durante anos”, relata Leão.

RAFAEL LEÃO – CARLA FALLEIROS
CELSO FILETTI – CRÉDITO: IVAN STORTI

O atleta que começou no rafting, foi para a OC6 e depois chegou à OC1, sabe bem a importância do trabalho em equipe. “Tem várias mudanças quando você está competindo em equipe. Na minha opinião, o individual é muito mais fácil, porque você faz o tipo de remada que quiser, quando achar melhor. Em equipe, isso não pode acontecer. Ou todos fazem ou ninguém faz, e nem sempre todos estão no mesmo momento”, diz.

Para ele, achar essa sincronia é o mais difícil. “Conseguir entender o que a canoa está precisando e fazer a mudança de técnica no momento certo é super complicado”, explica o canoísta que já venceu sete vezes na Volta à Ilha de Santo Amaro, sabendo muito bem trabalhar em equipe.

Animal também é da mesma opinião. “Nos campeonatos em equipe, vale muito mais a sincronia do que a individualidade. Todos os atletas da Samu se sobressaem nas modalidades individuais, mas quando sentam na canoa, o que conta é o conjunto. Todos precisam estar na mesma energia, na mesma batida”, afirma o tetracacampeão brasileiro de Sup Race e campeão da Molokai Oahu, no Havaí, na categoria 29-39 anos.

INÍCIO – A prova terá largada e chegada na Praia da Aparecida, em Santos, com o percurso margeando toda a Ilha de Santo Amaro, onde fica Guarujá. Serão 33 canoas remando no sentindo anti-horário, primeiro pelo mar e depois em águas abrigadas no Canal de Bertioga e no Porto de Santos. O início da disputa está marcado para 8 horas, logo após as homenagens pelo Dia Municipal da Canoa Havaiana e a tradicional ‘roda de energia’, com os atletas reunidos para uma vibração positiva antes da remada.

O 15º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas tem os patrocínios de Caiaques Opium Hightec e DP World Santos. Apoios: Prefeitura Municipal de Santos, Promifae/Semes, Fundação Florestal/Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Navega Praia Grande, Sabesp, FMA Notícias, rádio 98 FM/Unimes, TV Tribuna, Panificadora Rainha da Barra e Cinza Beer. Organização da Canoa Brasil, com supervisão da Abracha – Associação Brasileira de Canoa Havaiana.

ROGÉRIO MENDES – CRÉDITO: FABIO MOTA
FELIPE E CELSO – CRÉDITO: FABIANA FERREIRA

Fábio Maradei FMA Notícias