Shock Master Challenge realizou oitava edição em Itacoatiara

Guilherme Correa. Foto Renato de Paula

Foi realizado no domingo, 15 de Abril, a 8ª edição do “Shock Master Challenge” (I Etapa de 2018), realizado no pico de fundo de pedra que leva o mesmo nome do evento na Praia de Itacoatiara.

O evento contou com a participação de 16 atletas convidados, na sua grande maioria composta por locais Masters (acima de 35 anos).
Os “felizardos” foram: Os irmãos Guilherme e Rodrigo Correa, Gugu Barcellos, Eduardo “Cebola”, Rafael “Presunto”, Rodrigo Monteiro, Tulasi Rodrigues, Celio Baptista, Felipe “Didi” Medeiros, Guilherme Gianelli, Fabio Simonin, Samuel “Samuca” Gutierrez, Léo Ribeiro, o macaense Alex Sandro, e os legends Claudio Marques e Paulo Esteves, que puderam desfrutar de um “Shock em Alta Voltagem”.
Com ondas variando entre 6 e 8 pés sólidos, num dia nublado, com chuvas esporádicas, mar revolto, numa das bancadas mais perigosas do litoral carioca, o cenário estava montado.
Os atletas foram divididos em 4 baterias de quatro atletas, onde todos entravam na água duas vezes, somando as duas melhores ondas de cada round (total de 4 ondas somadas nos dois rounds) e os cinco maiores somatórios fariam a final.
Os destaques da fase classificatória ficaram para Paulo Esteves, nosso bi-campeão Brasileiro Profissional (88 e 90), que mora em São Paulo há vários anos e chegou na véspera do evento e surfou muito, com direito a dois tubos excelentes, o que o deixou com folga em 1º lugar na fase classificatória. O segundo maior somatório, ficou com Guilherme Correa que deu um show de conhecimento do Pico, vindo mais de trás do que qualquer atleta, tirando bons tubos e manobrando na pressão nas cracas que apareciam. O terceiro somatório ficou com Rodrigo Correa, outro exímio conhecedor do Shock e que é sempre recompensado com boas ondas nos eventos. Em quarto, o aniversariante da semana, Gugu Barcellos, que surfou muito bem e mandou bons El Rollos, sua marca registrada. Em quinto, houve um empate entre Felipe “Didi” e Tulasi, mas no desempate,Didi que tirou um tubão no round 2, se deu melhor no somatório das 3 melhores ondas e foi o último a se classificar para a final.
A bateria final foi num momento que a maré estava subindo, gerando um grande volume de água, deixando as ondas um pouco mexidas, onde os atletas tiveram que tirar aquela energia final para enfrentar aquele mar “cabuloso”.
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Todos estavam com “sangue nos olhos” para conquistar o título e levar a cobiçada caneca de campeão. Todos os finalistas, literalmente, se jogaram nas morras que subiam.

Paulo Esteves, que foi o grande nome da fase classificatória, não encontrou as ondas e ficou na 5ª colocação. Felipe “Didi”, que logo no início da bateria perdeu seu pé de pato numa bomba, levou uns 10min até lançarem um novo pé de pato para ele voltar para bateria e mesmo assim, ainda ficou na 4ª colocação. Gugu Barcellos, que começou muito bem a bateria, com um belo “El Rollo” e um excelente tubo que quase saiu (No final do tubo foi engolido pelo “foam ball”. Se tivesse saído, com certeza teria um outro resultado), ficou em 3º lugar. E mais uma vez a disputa ficou entre irmãos: Rodrigo e Guilherme Correa, os dois mais assíduos frequentadores do pico.

Rodrigo estava liderando a bateria até os cinco minutos finais, com duas notas boas (um El Rollo e um Tubo), mas no final da bateria, o irmão mais novo, Guilherme Correa que já tinha uma boa nota com um tubo surfado, encontrou uma craca e não pensou duas vezes e se tacou, saindo na baforada do tubo e garantindo mais um título do “Shock Master”para família Correa, deixando seu irmão mais velho, Rodrigo, numa honrosa 2ª colocação.

Os campeões receberam Kits da conceituada cervejaria artesanal NOI e voucher do melhor restaurante Português de Niterói, “Seu Antonio”.

E para finalizar, como de costume, os atletas, comissão técnica, fotógrafos e videomakers, se reuniram em uma confraternização para entrega das “Canecas”, com direito a Chopp NOI da melhor qualidade, churrasco, descontração e muita vibe positiva. Como os finalistas não podem receber dois prêmios na mesma etapa, o prêmio extra de melhor tubo, ficou com o atleta local Guilherme Gianelli, conquistado durante o round 2 da fase classificatória, e o prêmio “Go for It”, para o atleta mais atirado, foi para Eduardo “Cebola”, que se jogou nas morras e tomou na cabeça uma das maiores ondas de todo o campeonato. O evento também contou com homenagem ao aniversariante da semana e ícone local, Gugu Barcellos, grande expoente do cenário nacional do final dos anos 80 e início dos anos 90.

Resultado Final

1º – Guilherme Correa

2º – Rodrigo Corrêa

3º – Gugu Barcellos

4º – Felipe “Didi” Medeiros

5º – Paulo Esteves

Melhor Tubo: Guilherme Gianelli

Go for It: Eduardo Cebola

Homenagem Shock Master: Gugu Barcellos

Fotos Renato de Paula/ David Ventura/ Alexandre Paredes

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