Bede Durbige ‘abre o jogo’ para a revista Surfer

Durante a etapa do Tour no Tahiti este ano. Foto: Poullenot/WSL.

Em entrevista à revista americana Surfer, o surfista australiano abre o jogo sobre o que espera do futuro, relembra os bons momentos durante o Tour e conta como ele pretende se preparar para os Olimpíadas de 2020. Confira! 

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Foto: Tostee/WSL.

Oficialmente você comandará o programa de treinamento da Austrália para as Olimpíadas de 2020 depois da perna australiana do WCT em 2018. Qual foi o fator decisivo para seguir essa escolha?

Foi apenas a oportunidade certa no momento certo. Eu iria me aposentar no fim do ano que vem de qualquer maneira, aí, então, esse trabalho apareceu.

Me candidatei, passei por todo o processo seletivo e acabou que me ofereceram essa oportunidade.

O que exatamente você fará nesse novo trabalho?

Em um primeiro momento, será a preparação do time australiano para as Olimpíadas. Isso significa trabalhar com os atletas e seus treinadores, e facilitar o caminho de cada atleta.

Vou tentar ajudar ao máximo todos os surfistas que tiverem potencial para ir às Olimpíadas. Começarei na função em janeiro, mas se conseguir me requalificar para o Tour, vou competir na perna australiana do WCT.

O aussie sairá do WCT após a perna australiana em 2018. Foto: Arquivo pessoal.


“Foi apenas a oportunidade certa no momento certo.”

99562de8761763c02bfb5706c49398adEm ação durante o Pipe Masters no ano passado. Foto: Poullenot/WSL.

Sua aposentadoria do WCT em 2018 depende da sua requalificação ou a WSL te dará um wildcard?

Eles provavelmente não darão! Risos! Bom, talvez. Seria legal pelo menos competir um evento final na Austrália, mas não estou pensando nisso. Sinto que estou surfando bem o suficiente para me classificar para o ano que vem.

Estou dentro no momento, mas muito perto da zona de corte. Esses próximos eventos favorecem meu surf e tive resultados bons nesses lugares no passado. Então, sinto que posso chegar lá pelos meus próprios méritos. Caso não, Pipe será meu fim, e isso não seria o fim do mundo. Risos!

Isso também lhe dá um objetivo competitivo para este fim de ano.

Bede Durbidge em Margaret River. Foto: Sloane/WSL.


“Descobri que adoro trabalhar com as pessoas e tirar o melhor delas… Sei que posso ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos.”

Ele sofreu uma queda feia durante uma bateria em Pipeline e ficou 12 meses tratando a lesão na bacia e no quadril. Foto:  Masurel/WSL.

Você ajudou John John Florence no seu primeiro título mundial no ano passado enquanto se recuperava da lesão sofrida em Pipe. Já tinha muita experiência como treinador antes disso?

Não, mas foi o que me fez abrir a cabeça para isso. Descobri que adoro trabalhar com as pessoas e tirar o melhor delas.

Trabalhar com o John John foi incrível para mim! Aprendi muito e realmente curti esse papel. Por isso, quando apareceu a oportunidade de comandar o time australiano, eu tinha que ir atrás. Sei que posso ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos.


“… ganhar a Tríplice Coroa Havaiana e o Pipe Masters no mesmo dia, em 2007. Isso foi muito especial! Me lembrarei desse dia pra sempre.”

Bede  carregado pelos amigos após a vitória no Hawaii em 2007. Foto: globoesporte.globo.com

Bede carregado pelos amigos após a vitória no Hawaii em 2007. Foto: globoesporte.globo.com

Qual foi o seu momento mais memorável no Tour?

Definitivamente ganhar a Tríplice Coroa Havaiana e o Pipe Masters no mesmo dia, em 2007. Isso foi muito especial!

Pipe estava pequena e surfamos em Off TheWall, mas isso não importou. Foi surreal ganhar esses dois eventos! Me lembrarei desse dia pra sempre!

E o que vai sentir mais falta no Tour?

Viajar com essa grande família e a camaradagem que rola entre nós. Mesmo ficando muito tempo longe de casa, sempre é divertido quando se está no Tour. Vou sentir muita falta disso. Mas estarei apto a ir a algumas etapas nesse meu novo trabalho, então será legal estar lá com um olhar diferente.

O australiano confessa que vai sentir falta do campeonato. Foto:Sherman/WSL.

Fonte surfar.com.br