Atleta de 17 anos que se livrou de tubarão com socos relembra caso: “Bater nele foi puro instinto

Caitlyn Taylor afirma que ser atleta a ajudou a sobreviver ao ataque do animal em Destin, na Flórida, no início do mês passado. Ela já retornou aos treinamentos

Atleta do time de softbol do Atherton High School, de Louisville, Caitlyn Taylor, de apenas 17 anos, virou notícia nos Estados Unidos no início do mês passado por sobreviver ao ataque de um tubarão em Destin, na Flórida. Mas o mais curioso foi a forma como isso aconteceu. A jovem desferiu socos no animal para poder se safar. Em entrevista à ESPN americana, ela falou sobre o incidente impressionante e disse que o fato de ser atleta a ajudou.

– Bater nele foi puro instinto. Por causa da adrenalina e estado de choque eu que estava, tudo aconteceu muito rápido. Quando você pratica esportes, você é constantemente levada – não a esse extremo – a situações de pressão. Penso em muitas pessoas que não enfrentam esse tipo de coisa todos os dias e que, quando encaram, pode ser um pouco assustador. Ou muito assustador, como foi isto. Elas se intimidam, sentem medo ou desistem. Acredito que ser uma atleta e enfrentar uma situação como essa definitivamente foi bom para mim – opinou a atleta, que ainda tem marcas nos dedos da mordida do animal de 1,5m.

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No momento do incidente, Caitlyn estava na companhia de outras cinco colegas de time. Elas participavam de um torneio no sudoeste do país e aproveitavam a folga na praia. Uma de suas companheiras teria gritado: “Olhem! Um golfinho!”. Quando uma onda quebrou, entretanto, Caitlyn viu que se tratava de um tubarão. Ela se virou para nadar de volta à areia, mas o animal prendeu e mordeu suas duas pernas. Instintivamente, a jovem socou a cabeça do tubarão por várias vezes. Depois de resistir um pouco, ele a largou e voltou ao alto mar.

Caitlyn foi levada ao hospital, e a primeira coisa que fez ao entrar na sala de emergência foi perguntar se poderia voltar a jogar softbol de novo. Aos 17 anos, ela sonha ser jogadora profissional. Três semanas depois do ataque e de ter levado cerca de 130 pontos, incluindo 90 em sua perna esquerda, a garota retornou às atividades.

– Estou feliz por isso ter acontecido, porque eu posso carregar isso comigo – concluiu.