Assembleia Legislativa de Pernambuco concede título a Fábio Gouveia

 Fábio Gouveia. Foto Divulgação

Fábio Gouveia é considerado o maior surfista brasileiro de todos os tempos (Foto: Clemente Coutinho)

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Fábio Gouveia é considerado o maior surfista brasileiro de todos os tempos (Foto: Clemente Coutinho)

Fábio Gouveia: da Paraíba, do mundo e agora cidadão pernambucano
Assembleia Legislativa de Pernambuco concede título ao maior surfista brasileiro de todos os tempos, que residiu e tem forte ligação com Estado

Muito novo, Fábio Gouveia foi um paraibano solto no mundo com a bandeira do surfe brasileiro nas mãos. Com talento e dedicação, arrombou portas, quebrou paradigmas e se tornou símbolo da ascensão do País, a partir da década de 1990, num esporte então reservado aos povos bretões, dominado essencialmente por norte-americanos, australianos e sul-africanos. Nesse meio tempo – entre idas e vindas a Pernambuco para treinar -, casou-se com uma legítima filha do Estado. Por aqui, ainda, estabeleceu-se entre 1992 e 2002 e teve três filhos. Fortaleceu laços de amizade no Recife e adjacências, passou a ser torcedor ferrenho do Sport até que, 16 anos depois da mudança para Santa Catarina, tem os laços reforçados com papel passado e tudo. A partir desta quarta-feira, oficialmente, torna-se um legítimo representante da Terra dos Altos Coqueiros, ao ser agraciado pela Assembleia Legislativa com o título de cidadão pernambucano. Mesmo longe vai estar perto.

– Foi uma notícia que me deixou muito feliz. Essa homenagem mexeu comigo. Essa proposição do deputado Isaltino Nascimento me tirou o sono nos últimos três dias de tão orgulhoso. Sempre disse que sou paraibano com orgulho e pernambucano de coração. É especial estar de volta. Queria vir mais vezes, mas a correria, infelizmente, atrapalha um pouco – diz Fabinho.

Fabinho é casado até hoje com Elka Gouveia, com quem gerou, ainda no Recife, os filhos Igor, Ian – integrante da elite mundial de surfe – e Ilana. Reside nos últimos anos em Florianópolis, um dos maiores polos do esporte do País, região pródiga em ondas de qualidade. Essenciais no dia a dia desses profissionais. Foi inevitável a mudança, ainda mais na época em que o esporte definhou em Pernambuco por conta dos sucessivos ataques de tubarão e fechamento das praias metropolitanas à prática dos esportes náuticos. Aliás, vale a ressalva, a estada de Fabinho em Floripa termina por completar a naturalidade complexa desse ser do mundo, que se autodeclara paraibucanrina: “Paraibano de nascença, pernambucano de coração e catarinense de residência”.

– A realidade é que em Pernambuco me sinto em casa. Estou amarradão por viver tudo isso.

Por globoesporte.globo.com