Ian Gouveia busca garantir vaga para o CT no Hang Loose Pro Contest 30 Anos

O filho do ídolo Fábio Gouveia quer comemoração dupla na Praia da Joaquina, pela classificação à elite do CT e por estar no evento histórico do seu patrocinador no QS 6000 de Florianópolis

Melhor brasileiro no ranking do WSL Qualifying Series este ano, o pernambucano Ian Gouveia pode ter uma comemoração dupla no Hang Loose Pro Contest 30 Anos, que começa na próxima terça-feira (1º) na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Além de ter a chance real de já confirmar a sua vaga ao CT de 2017 com um bom resultado na Ilha de Santa Catarina, o filho caçula do ídolo Fábio Gouveia está feliz por poder competir no evento da Hang Loose, seu patrocinador master há nada menos que 11 anos.

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O ambiente favorável aumenta ainda mais, porque o surfista de 24 anos morou metade de sua vida na capital catarinense e considera a Joaca, como uma segunda casa. “A expectativa de competir em Florianópolis e ainda no campeonato do meu patrocinador é a melhor possível. A Joaquina é um lugar que dá altas ondas e eu surfo desde pequeno, então gosto bastante de lá”, comenta o surfista, que hoje mora na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP).

“Morei em Floripa por 12 anos e tenho boas lembranças das competições lá”, continua Ian Gouveia. “A primeira vez que me classifiquei para o Mundial Junior da ISA foi lá e espero poder repetir outro feito, de garantir minha vaga para o CT. Não seria nada mal isso, ainda mais no campeonato da Hang Loose. Ia ser uma comemoração dupla. A minha relação com a Hang Loose é como uma família. Sou patrocinado pela marca desde 2005, o Álfio (Lagnado) é como um tio e os filhos deles como irmãos para mim”.

Ian vem de uma sequência de grandes resultados na “perna europeia” do WSL Qualifying Series, que o impulsionaram para a quinta posição no ranking. A arrancada começou com o quarto lugar na final do Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, depois veio a vitória em outra prova com status QS 6000, o Azores Airlines Pro, nas Ilhas Açores, em Portugal.

Ele ainda foi para Marrocos e ficou em quinto lugar no QS 1500 de Casablanca, depois voltou para Portugal para disputar o QS 10000 Billabong Pro Cascais, onde conquistou mais um brilhante terceiro lugar na etapa vencida por outro brasileiro, Jessé Mendes, que no momento está fechando o grupo dos dez surfistas indicados pelo ranking do QS para completar a elite dos top-34 que disputa o título mndial na World Surf League. Além dos dois, o baiano Bino Lopes também está no G-10, em sexto lugar, logo abaixo de Ian Gouveia.

“Depois da minha vitória nos Açores, um terceiro, um quarto e um quinto lugares, fiquei muito perto de conseguir a vaga e a ansiedade é total”, confessa Ian Gouveia. “Nem em sonho imaginava isso. É uma posição que nunca estive e está sendo tudo novo para mim. É impossível controlar, mas estou trabalhando mentalmente para conseguir ficar o mais tranquilo possível. Estou colocando na cabeça que ainda preciso passar mais baterias para ficar com a vaga. E quero consolidar isso na Joaquina”.

FABIO GOUVEIA – Ele sabe que uma boa atuação em Floripa ainda tem outro ponto a seu favor, eliminar a pressão de ter de decidir seu futuro no Havaí. “Com certeza, terá um gostinho especial garantir a vaga em casa junto com toda a família e amigos para comemorar. Será um sonho. E também será muito importante me garantir antes do Havaí. Lá, como todos sabem, é muito difícil, pelo fato de ter muitos tops do CT e surfistas locais competindo”, afirma Ian Gouveia.

“Conheço muitos exemplos de surfistas que estavam dentro dos top 10 e no Havaí caíram fora. É muito difícil deixar para garantir a vaga lá”, acrescenta Ian, que também descarta a pressão que muitos acreditam existir, por ser filho de Fábio Gouveia, um dos maiores surfistas brasileiros de todos os tempos e que também sempre integrou a equipe Hang Loose durante toda a carreira no Circuito Mundial.

“Essa é a pergunta que mais me fizeram na vida e sempre fui muito tranquilo quanto a isso”, disse Ian Gouveia. “Apesar de tudo que ele foi, para mim é o meu pai e minha relação com ele é de pai e filho. Não levo isso para a água. Não tenho essa pressão, por ele ter sido tão bom. Não tenho de ser tão bom quanto ele. Eu quero fazer a minha história. Mas, com certeza, meu pai é a minha principal influência”.

Ian não esconde que em um ponto quer ser igual ao pai, o lado família. “Quero poder viajar o mundo inteiro, surfar as melhores ondas e levar a minha mulher, minha filha. Dar para a minha filha, a vida que meu pai me deu. Era muito bom viajar com ele, assistir os campeonatos, viver o Tour. Estou perto de conseguir isso e vou buscar muito”, ressalta.

Mostrando humildade, Ian não quer fazer projeções sobre o futuro na elite mundial. Só adianta que as etapas que ele mais aguarda são as de Fiji e Pipeline. “Nem sei o que esperar de mim. Vou descobrir ano que vem mesmo (risos). Já fiz uma surftrip para Fiji e peguei o melhor mar da minha vida lá no ano passado. Desde que peguei aquelas ondas, tornou-se um sonho competir lá”, conta.

“Há alguns anos venho participando do Volcom Pipe Pro no Havaí e é muito bom surfar Pipeline só com mais três pessoas na água”, destaca Ian. “No CT é você e mais um só, então melhor ainda. De todas as ondas do CT, eu ainda não conheço Bells e Margaret River na Austrália e Peniche em Portugal. Eu acho as direitas de Bells iradas e Margaret tenho um medo ‘da bixiga’ de tubarão, mas vou enfrentar. Já Peniche é Portugal, onde sempre me sinto bem, é um beach break que dá altos tubos”.

Para completar, Ian também fala da fase pai, com a chegada da filha Malia: “Mudou minha vida. Você amadurece. Passa a ter responsabilidades muito maiores. Tem de focar mais nos seus objetivos. Afinal, tenho de botar dinheiro em casa, criar meu patrimônio”.

O Hang Loose Pro Contest – 30 anos promete ficar marcado na história como o evento de 1986, que trouxe de volta o Circuito Mundial para o Brasil. A nova etapa do QS 6000 de Florianópolis será disputada de 1º a 6 de novembro na Praia da Joaquina por surfistas de 22 países, sendo 94 estrangeiros dos 150 inscritos. Esta será a última parada do WSL Qualifying Series antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, podendo decidir classificações para a elite dos top-34 da World Surf League.

O QS 6000 Hang Loose Pro Contest 30 Anos será realizado com patrocínio da Hang Loose e apoio do Governo do Estado de Santa Catarina / Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, através do FUNDESPORTE e da Prefeitura Municipal de Florianópolis, além da Mini Kalzone e lojas J Bay e Tent Beach. O evento é homologado e supervisionado pela WSL South America como 46.a etapa do WSL Qualifying Series 2016, com realização da Associação de Surf da Joaquina (ASJ), divulgação da Rede Atlântida FM e site Waves e transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

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Texto de Fabio Maradei – Hang Loose

contato@fmanoticias.com.br

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America

(48) 9988-2986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

Mais informações no www.wslsouthamerica.com

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Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

PRIMEIRA FASE DO HANG LOOSE PRO CONTEST 30 ANOS:

———1.o e 2.o=Segunda Fase / 3.o=97.o lugar com 120 pts e 4.o=121.o lugar com 75 pts:

1.a: Marco Giorgi (URU), Cory Arrambide (EUA), Slade Prestwich (AFR), Magno Pacheco (BRA)

2.a: Tomas Fernandes (PRT), Onew Anwar (IDN), Raphael Seixas (BRA), Gabriel Farias (BRA)

3.a: Thiago Camarão (BRA), Reo Inaba (JPN), Luke Dillon (ING), Wesley Santos (BRA)

4.a: Wiggolly Dantas (BRA), Kai Hing (AUS), Luan Wood (BRA), Harrison Martin (AUS)

5.a: Pedro Henrique (PRT), Caetano Vargas (BRA), Joshua Burke (BRB), Gabriel Villaran (PER)

6.a: Ian Crane (EUA), Vicente Romero (ESP), Yage Araujo (BRA), Jeronimo Vargas (BRA)

7.a: Messias Felix (BRA), Shun Murakami (JPN), Marcos Correa (BRA), Samuel Igo (BRA)

8.a: Willian Cardoso (BRA), Kaito Ohashi (JPN), Jake Marshall (EUA), Renan Peres (BRA)

9.a: Nomme Mignot (FRA), Jacob Willcox (AUS), Ethan Egiguren (ESP), Pedro Neves (BRA)

10: Miguel Tudela (PER), Nelson Cloarec (FRA), Joaquin Del Castillo (PER), Victor Mendes (BRA)

11: Griffin Colapinto (EUA), Leandro Usuna (ARG), Colt Ward (EUA), Facundo Arreyes (ARG)

12: Noe Mar McGonagle (CRI), Matheus Navarro (BRA), Yuri Gonçalves (BRA), Amando Lins (BRA)

13: Hiroto Ohhara (JPN), Jared Hickel (AUS), Alonso Correa (PER), Ygor Arakaki (BRA)

14: Rafael Teixeira (BRA), Jorgann Couzinet (REU), Imanol Yeregi (ESP), Tales Araujo (BRA)

15: Luel Felipe (BRA), Flavio Nakagima (BRA), Nolan Rapoza (EUA), Franklin Serpa (BRA)

16: Marco Fernandez (BRA), Alan Donato (BRA), Tristan Guilbaud (FRA), Caina Barletta (BRA)

17: Mateia Hiquily (TAH), Paul Cesar Distinguin (FRA), Luke Hynd (AUS), Federico Pilurzu (EUA)

18: Robson Santos (BRA), Kalani Ball (AUS), Charly Quivront (FRA), Nicolas Vargas (CHL)

19: Hiroto Arai (JPN), José Ferreira (PRT), Renato Galvão (BRA), Weslley Dantas (BRA)

20: Vasco Ribeiro (PRT), Taylor Clark (EUA), Thiago Guimarães (BRA), Luan Carvalho (BRA)

21: Medi Veminardi (REU), Jean da Silva (BRA), Tomas Tudela (PER), Wesley Leite (BRA)

22: Dimitri Ouvre (BLM), Samuel Pupo (BRA), Guillermo Satt (CHL), Juninho Urcia (PER)

23: Andy Criere (FRA), Parker Coffin (EUA), Gabriel André (BRA), Cam Richards (EUA)

24: Ricardo Christie (NZL), Shane Campbell (AUS), Halley Batista (BRA), vencedor da triagem

SEGUNDA FASE – ESTREIA DOS 48 CABEÇAS DE CHAVE:

———3.o=49.o lugar com 400 pontos e US$ 550 e 4.o=73.o lugar com 370 pts e US$ 450:

1.a: Gabriel Medina (BRA) e wildcard

2.a: Soli Bailey (AUS) e Patrick Gudauskas (EUA)

3.a: Joan Duru (FRA) e Krystian Kymerson (BRA)

4.a: Connor O´Leary (AUS) e Marc Lacomare (FRA)

5.a: Kanoa Igarashi (EUA) e Victor Bernardo (BRA)

6.a: Tomas Hermes (BRA) e Hizunomê Bettero (BRA)

7.a: Evan Geiselman (EUA) e Ramzi Boukhiam (MAR)

8.a: Jack Freestone (AUS) e Joshua Moniz (HAV)

9.a: Alejo Muniz (BRA) e Michael February (AFR)

10: Jessé Mendes (BRA) e Mitch Crews (AUS)

11: Tanner Gudauskas (EUA) e Dion Atkinson (AUS)

12: Keanu Asing (HAV) e Lucas Silveira (BRA)

13: Miguel Pupo (BRA) e Torrey Meister (HAV)

14: Ian Gouveia (BRA) e Mitch Coleborn (AUS)

15: Bino Lopes (BRA) e Billy Stairmand (NZL)

16: Alex Ribeiro (BRA) e Brett Simpson (EUA)

17: Jadson André (BRA) e Yago Dora (BRA)

18: Michael Rodrigues (BRA) e Carlos Munoz (CRI)

19: Deivid Silva (BRA) e Santiago Muniz (ARG)

20: Davey Cathels (AUS) e Gony Zubizarreta (ESP)

21: Ryan Callinan (AUS) e Heitor Alves (BRA)

22: Ezekiel Lau (HAV) e Frederico Morais (PRT)

23: Maxime Huscenot (FRA) e Cooper Chapman (AUS)

24: Adriano de Souza (BRA) e Mihimana Braye (TAH)