Giovani Pontes é o supercampeão do Rip Curl Guarujá Open 2017

Giovani Pontes. Foto Silvia Winik

Giovani Pontes. Foto Silvia Winik

Giovani Pontes é o supercampeão do Rip Curl Guarujá Open 2017. Surfando com uma prancha emprestada, ele faturou a grande final, realizada neste domingo (15), na Praia do Tombo, confirmando a excelente fase que atravessa, e como prêmio, ganhou uma viagem para a Indonésia, oferecida pela Ocean Travel. A 3ª e última etapa do Circuito definiu os campeões municipais em dez categorias.

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Na pro-am, Gustavo Ribeiro, de Itanhaém, chegou novamente à final e terminou em primeiro ranking. Gabriel André foi o vencedor da etapa, faturando R$ 1 mil de um total de R$ 3 mil. Victor Bernardo foi o segundo e levou a Lio Nutri Best Wave, com a maior nota do evento, com 9,57 pontos, ganhando um prêmio extra de R$ 200,00. O mesmo Victor também se destacou por ser o dono da prancha que Giovani Pontes usou no dia decisivo da etapa.

Na júnior (sub18), Giovani entrou na final como campeão e confirmou o título com vitória. Entre os mirins (sub16), a briga foi boa e Luan Hanada festejou o bicampeonato ao ficar em segundo lugar, com a vitória sendo de Luiz Juquinha. Já na iniciante (sub14), Lucca Cassemiro, de São Sebastião, garantiu a sua primeira vitória na carreira, superando o novo campeão, Derek Matos.

A estreante (sub12) teve como campeão Everton Freitas e a petit (sub10), Daniel Duarte, de São Sebastião.  Na disputa feminina, Juliana Meneguel confirmou o favoritismo, mas na etapa final Melissa Policarpo foi a vencedora. Nos pranchões, o atual campeão brasileiro, Carlos Bahia, garantiu o primeiro lugar, com Marcelinho do Tombo sendo o número 1 do ranking.

Na master, Kias de Souza ergueu o troféu pela terceira vez. Na final da etapa, Murilo Graciola venceu, mas não levou, por ter completado 35 anos este ano e o regulamento prevê que deveria ter feito em 2016. Mas demonstrou que será um novo talento na categoria, assim como Dárcio Dias, que subiu para primeiro e terminou como vice-campeão geral.

LECO 100% – No Sup Surf, Leco Salazar, de Santos, foi o único atleta com 100% de aproveitamento, superando na final Luiz Diniz, que vem de título mundial no ISA Games. Michel Jonas foi declarado o campeão guarujaense da categoria. A terceira vitória seguida lhe rendeu o prêmio de R$ 500,00, oferecido pela NaJaca Comunicação. Outra grande atração do evento foi a Re/Max Session, uma bateria só para convidados que teve o novo brasileiro confirmado no WCT de 2018, Jessé Mendes, como vencedor, com um aéreo, faturando R$ 500,00.

O presidente da Associação de Surf de Guarujá, Ademir Silva, comemorou o sucesso do Circuito, realizado em três etapas, todas no estilo The Search, com a praia definida dias antes, conforme a previsão. A abertura ocorreu na Praia do Guaiúba, que pela primeira vez recebeu um evento desse porte, a segunda etapa nas Astúrias e a final agora no Tombo. Sempre com boas condições.

Ele lembrou as novidades da temporada com inclusão da pro-am e premiação em dinheiro, a petit para valorizar a base e ainda a expression session. “Fizemos de coração e alma, sempre pensando em ajudar os atletas, e estamos fechando com chave de ouro aqui na praia Bandeira Azul. Foi mais um sucesso”, disse o dirigente, referindo-se à certificação ambiental internacional que a Praia do Tombo tem. “O surf de Guarujá está sendo resgatado da raiz e ano que vem vamos fortalecer ainda mais”, complementou.

Entre as comemorações de domingo, Lucca Cassemiro foi um dos mais felizes. “Estava precisando de uma vitória. É a primeira vez que eu ganho um campeonato na minha vida. Quero agradecer muito ao Shulim (Marcos Reina) por disponibilizar a casa para nos hospedar, aos meus pais e ao Instituto Gabriel Medina, que está fazendo o meu sonho se realizar”, comentou.

Leco Salazar também comemorou outra grande performance, disputando duas finais de altíssimo nível. Estou super feliz. O Luiz Diniz acabou de ser campeão do ISA Games. Teve o longboard, com o Bahia surfando muito também. Fui campeão do ranking e novamente fiz duas finais. A saga da família Salazar continua”, destacou.

Mesmo sem vencer, Victor Bernardo também comemorou muito. Aliás, era o mais animado, sempre carregando os vencedores após as finais. “Estou amarradão de competir aqui em casa. Esse é um evento que participei desde quando tinha seis anos. Eu lembro aqui mesmo nessa praia, meu primeiro campeonato. Foi um ano difícil, com lesão no joelho, depois no quadril e quero agradecer o Paulo Kid, meus patrocinadores, minha família’, disse.

A festa também foi de dois veteranos, Kias de Souza, 50 anos, e Marcelinho do Tombo, 47, tanto pelos títulos quanto por continuarem a surfar, enfrentando talentos mais jovens. “Esse tri representa muito. Foi um ano difícil, com muita gente boa. Entrou uma molecada na master, com 35 anos. Deus me deu essa vitória, me colocou nessa posição”, vibrou Kias. “Esse era um título que estava correndo atrás fazia tempo. Muito grato pela conquista. É bom correr com essa molecada mais jovem”, falou Marcelinho.

GIOVANI CHORA – A maior comemoração do evento foi mesmo de Giovani Pontes. Na grande final, ele teve como grande rival Marcelinho do Tombo e a nota 8,5, fez a diferença para vencer, terminando o placar com 14,87 a 14,14. Luan Hanada, supercampeão de 2016, esteve novamente na decisão especial e terminou em terceiro, seguido de Kias de Souza e Derek Matos.

Ainda dentro do mar, o novo supercampeão chorou. Ao sair da água, abraçou o seu pai, Genesis, e desabafou. “Estou muito emocionado. Quero agradecer muito o Victor Bernardo por ter me emprestado a prancha. Eu perdi a minha prancha mágica. Quebrou no treino da manhã. Eu estava desesperado. Não tinha mais pranchas. Todas quebradas. E deu tudo certo”, revelou.

“Não sei como descrever esse sentimento de agora. Foi muito trabalho, todo dia da semana acordado 5 horas da manhã para treinar. Estou realizado. Essa viagem para a Indonésia será um sonho. Há alguns meses já sonhava com isso. Estava mentalizando muito. Vou aproveitar essa oportunidade para treinar mais para me preparar para o QS. Fazer o meu surf da melhor forma possível”, complementou Giovani, agradecendo o seu coach Maurici Mariano e fisioterapeuta Cadu Lordelo.

Ele também fez questão de enaltecer a companhia de sua família em toda a sua preparação e nos campeonatos, sobretudo seu pai e sua mãe, Joelma. “Eles me dão todo suporte. Me incentivam sempre. Para quem pensou em parar de surfar no início do ano, terminar com essa vitória e a passagem foi um marco muito importante”, finalizou o supercampeão, campeão júnior e vice-campeão pro-am.

O Rip Curl Guarujá Open 2017 foi apresentado pela ASG. Patrocínio: Sucos Do Bem. Apoios: Prefeitura Municipal de Guarujá, através da Secretaria de Esportes e Lazer, Imobiliária Re/Max Beach Home Leads, Cowork & Surf, NaJaca Comunicação, Lio Nutri, Faup Comunicação Visual, Ocean Travel, Millenium, Rip Wave, CFour Shaper Supply, Le Moss Essence, Fu Wax, CT de Surf Lugar ao Sol, Colégio Don Domênico, Cross Fit Guarujá, Subway e Restaurante Saborear Pitangueiras. Supervisão: Federação Paulista de Surf. Divulgação FMA Notícias e Revista Hardcore.

Por climasurf.com.br