Começou na sexta-feira o Rio Surf Pro na praia da Macumba RJ

Rio Surf Pro 2018. Foto Bernardo Ferreira

Começou nesta sexta-feira de tempo frio e nublado, com boas (apesar de cheias) ondas de meio metro e séries maiores, a 2ª etapa do projeto Rio Surf Pro Brasil 2018, na praia da Macumba, em frente ao @RicoPointRecreio. Prova esta válida pela 12ª etapa do Tour Abrasp 2018, que já passou pelo Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Paraná antes de chegar ao Rio de Janeiro.

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Com o tempo fechado, algumas chuvas intercaladas e o vento praticamente parado ao longo de quase todo o dia, o cenário, apesar das ondas menores do que o esperado, era promissor. Por volta das 8h45, com a maré ainda um pouco cheia, a primeira bateria da categoria profissional masculina caiu na água.

Foram seis disputas no round 1. Kallany Rato e Alexandre Almeida, Hugo Netto e Valetim Neves, Bernardo Bordovsky e Daniel Domingos, Daniel Templar e Anderson Pikachu, Marcelo Trekinho e Felix Martins, Angelino Santos e Bibi Lima, foram os classificados nessa primeira etapa da competição.

Logo após, deu-se início à maratona do round 2, com 16 baterias de 4 atletas – round este que já contava com todos os cabeças de chave escalados. Foram horas de surfe de altíssimo nível, numa espécie de nostalgia contemporânea em rever nomes consagrados e conhecidos como Marcelo Trekinho, Léo Neves, Guga Fernandes, Dunga Neto, Simão Romão, Raoni Monteiro, isso só para citar alguns, duelando com os novos e promissores atletas da nova geração.


Raoni Monteiro . Foto: Abrasp / Pedro Monteiro.

Nesse embalo, tivemos bons e disputados confrontos até quase a última luz da tarde apagar. O grande destaque do dia foi o paulista Geovanne Ferreira, autor da maior nota, assim como do maior somatório da etapa até o momento, totalizando 15 pontos dos 20 possíveis na primeira bateria do 2º round. Nessa mesma bateria, avançou em segundo o experiente e local do pico Leandro Bastos.

Quem fez o segundo maior somatório (14.75) e a segunda maior nota foi o carioca Marcelo Trekinho, em sua bateria de estreia no round 1. Porém, no round seguinte, Trekinho não conseguiu achar as ondas e acabou eliminado. Ainda assim, é sempre um prazer assistir ao icônico surfista da Volcom desfilar seu surf estiloso e sempre muito fluido.


Marcelo Trekinho sempre no estilo. Foto: Abrasp / Pedro Monteiro.

O tempo continuava oscilando e chovia com pouca intensidade em alguns momentos do dia. Com a maré vazando no decorrer das horas, o surf manteve a qualidade e ficou perto do muito bom em alguns momentos.

Competir na Macumba tem algo de especial. No caso das pranchinhas, talvez pelo alto grau de esforço e da exigência de uma leitura de onda impecável, e também pelo nível de exigência física. Nas boas da série, era uma ou duas manobras fortes no outside e depois o jogo de pernas para conseguir levar (as vezes quase que arrastando arrastando) a prancha até o inside para uma possível finalização já praticamente na areia. Haja perna para segurar e haja braço para remar novamente para o outside do pico.

Com essas “dificuldades” naturais do local, a estratégia, além do físico, contaram muito. As possibilidades eram grandes, tanto para a direita como para a esquerda, apesar de termos visto alguns períodos de calmaria. E nesse jogo de estratégia, a experiência de competição de nomes cascudos, tanto os já consagrados quanto os mais novos que já correm o QS, foi testada pela nova geração de surfistas locais.

Podemos destacar as boas atuações de surfistas como José Eduardo (atual campeão carioca) e Kedian Zamora (jovem promessa local), Guga Fernandes (campeão brasileiro e carioca) e Bibi Lima (campeão carioca), Daniel Templar, Matheus Faria, Samuel Igo e Pedro Dib, Arthur Silva, Theo Fresia e Gustavo Ribeiro, Léo Neves e Raoni Monteiro, Lyssandro Leandro e João Chianca, dentre outros.

Por falar em Léo Neves e Raoni Monteiro, a bateria de ambos no round 2 foi a mais simbólica de todas. Talvez pela primeira vez na carreira, o experiente e ex top da elite do surf mundial, Léo Neves, surfou contra seu filho Valentim Neves em uma bateria profissional. Um fato inusitado, mas não menos gratificante e bacana de acompanhar. Além destes três, Juninho Malta, do Recreio, completou a bateria. No final, melhor para os dois ex integrantes do CT. Raoni Monteiro passou em 1º e Léo Neves em 2º – o filho até pode ficar chateado em casa, mas do puxão de orelha ele se livrou – #respeitaopai.

 


Valentim Neves na bateria contra seu pai. Foto: Abrasp / Pedro Monteiro.

na última bateria do round 2, uma baixa inesperada. Após perder precocemente no US Open, em Huntignton Beach, no QS 10.000, Krystian Kimerson, que foi o campeão da 1ª etapa do Rio Surf Pro na Barra da Tijuca, acabou sendo eliminado em sua estreia na Macumba.

O dia terminou após a segunda bateria das oitavas de final. Leandro Bastos, que vinha surfando bem, acabou sendo eliminado nessa fase.

No sábado serão finalizadas as baterias do round 3 (oitavas de final) masculino e logo depois teremos as disputas da primeira fase do profissional feminino e do longboard profissional masculino. O cronograma divulgado pela Abrasp prevê, ainda, que serão realizadas as quartas de final das três categorias acima citadas.

Já de acordo com a previsão das ondas, a tendência é do mar continuar parecido com o de sexta-feira. O auge da maré cheia é às 8h00 e o da maré baixa é às 16h30.

Para acompanhar o evento ao vivo clique aqui.

O Rio Surf Pro Brasil 2018 é uma realização da Associação Brasileira de Surf Profissional. O evento conta com os apoios: South, Parmê, Ramada, Rubber Stick, Rico Point, Surf Glass, Ruy Camargo, Keto, Indo Dreams Tours/Hidden Bay Resorts Mentawais e Tattoo Academy BR. Apoio técnico da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro e do Recreio Surf Clube.