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Beto Santos volta a Bali após 19 anos
Com 48 anos de idade e 30 shapeando pranchas de surf, o carioca Beto Santos está de volta à ilha de Bali, na Indonésia, após quase 20 anos sem curtir as ondas mais cobiçadas pelos surfistas de todo o planeta.
Aproveitamos o intervalo entre os swells em Bali para entrevistar Beto com exclusividade para o site da Surfar. O shaper falou direto do paraíso sobre a economia local, bancadas e projetos futuros. Confira!
- Há quanto tempo você não pisava em Bali?
- A última vez que vim foi em setembro de 1991.
- E o que achou de diferente?
- A ilha cresceu muito e tem mais estrutura agora, com loja de todas as marcas gringas, além de shoppings, hotéis, internet e tudo mais.
- Em relação às bancadas e às ondas?
- As ondas continuam as mesmas. Inside Corner e Outside Corner estão muito bons! Assim que cheguei, deu um mar que foi o primeiro swell da temporada, 8 a 10 pés no Outside Corner com maré quatro que foi um luxo! Agora rolou outro swell e está dando clássico direto!
- Você está shapeando por aí?
- Ainda não tive vontade de ir às fábricas, mas essa semana eu devo ir numa aqui em Cangoo.
- Quantas e quais pranchas levou?
- Trouxe uma 6 pés swallow quad e uma 6,6 round pin tri. Aqui não precisamos de pranchas muito grandes. Eu particularmente não gosto, pois a onda é muito perfeita e limpa, só precisa de flutuação para lidar com a velocidade, no caso de surfistas amadores como eu. Mas para os profissionais, isso aqui é um playground!
- Até quando pretende ficar?
- Fico até o dia 2 de agosto.
- Tirando a visão de ‘paraíso’, o que é pior em Bali para você?
- O trânsito aqui é está infernal. Às vezes, você perde um tempão para andar 50 m, tá foda, carro pra caralho. Motos mais ainda! Porém, não chega a desanimar. Por enquanto é até engraçado. Acho que em mais uns cinco anos, aqui vai ficar impraticável.
- Essa experiência nas ondas balinesas vai influenciar as linhas das pranchas que você fará daqui para frente?
- Sempre influencia. Pegar ondas com essa qualidade é muito bom. Você sente perfeitamente o funcionamento da linha, é demais!
- Com essa vibe de Bali, quais os projetos futuros de Beto Santos e a EO Surfboards?
- A EO vai se fortalecer de agora em diante. Assim que chegar ao Brasil, começarei uma reestruturação total do negócio. Montarei uma estrutura com representantes em todo o Brasil para disputar com todas as pranchas gringas que estão no mercado. Quero ter um estoque grande de pranchas disponível com uma estrutura de venda profissional. Qualidade e preço compatíveis com o mercado nacional.
Fonte: Revista Surfar
Fotos: Arquivo pessoal Beto Santos.