Sem dúvida, o maior temor de um surfista é o encontro com um tubarão.
Quem pensa que surfar em rios de água doce nao há risco de ataque de tubarão equivoca-se.
Veja o texto abaixo.
Pesquisadores alertam para presença de tubarões nas praias de São Luis
Barbudo, como é conhecido o pescador Antônio Silva, de 55 anos, encontra
uma mandíbula de tubarão escondida entre um monte de redes de pesca, no
último cômodo da casa, na comunidade da Ilhinha. Ele pesca desde os dez
anos e conhece bem a Baía de São Marcos.
A mandíbula que ele traz nas mãos é de um tubarão apanhado há menos de
três meses. “Um cabeça-chata”, afirmou. Barbudo capturou o animal próximo
à “Croa de São Marcos”, como os pescadores chamam um conjunto de pedras
que surgem quando a maré está baixa há cerca de 500 metros da beira da
Praia da Marcela. O pescador utilizou cabos de aço amarrados a um anzol
grande e fez várias tentativas. Em uma delas, o cabo rompeu.
Estudos de pesquisadores americanos afirmam que o tubarão cabeça-chata é o
animal que tem os maiores níveis de testosterona entre todos os outros
seres vivos. É mais agressivo que o temido tubarão branco. Há registros de
ataques dessa espécie da Austrália à África do Sul e nas Américas. O
cabeça-chata também pode entrar na água doce; já atacou no Rio Mississipi,
nos Estados Unidos. No Brasil, já foi visto há mais de 4 mil quilômetros
adentro no Rio Amazonas; e no Estado de Pernambuco, de 1992 até hoje, foi
responsável por 53 ataques (a surfistas e banhistas) em um trecho de 187
quilômetros de praias, deixando 21 mortos e 32 mutilados.
Nas praias de São Luis, de 1992 para cá, quatro casos de ataques de
tubarão foram confirmados. No dia 8 de julho de 1992, dois surfistas foram
atacados no mesmo dia, na Praia da Marcela, a 100 metros da areia: um
perdeu metade de um pé e outro perdeu um braço. O surfista Marcelo Vaz,
segundo lugar da categoria senior da 5ª Etapa do Pena Surfe Nordeste,
competição realizada no úlitmo fim de semana de outubro, estava no mar
naquele dia. Ela resgatou o surfista que foi atacado pelo braço. “Eu
consegui salvá-lo, mas, infelizmente o tubarão devorou o braço dele”. No
mesmo ano de 1992, no mês de outubro, um bodyboarder foi mordido no pé,
também na Marcela.
E no dia 7 de setembro de 2009, a menina Inglyd Brasil, de 13 anos, foi
atacada enquanto banhava com amigos na Praia do Araçagi, bem perto da
areia. Seu corpo foi encontrado três dias depois sem as duas pernas e um
dos braços, na Praia do Caolho, a quilômetros do local do seu
desaparecimento. O Instituto Médico Legal (IML) confirmou o ataque de
tubarão. Banhava com maré, água na altura do peito. Amigos contaram foi
tudo muito rápido. “De repente ela foi arrastada e bateu as mãos na água”.
Fonte: O Imparcial