Luana Coutinho garantiu o título do Wizard Brasileiro de Surf Feminino

Luana Coutinho garantiu o título do campeonato Wiggolly Dantas. Foto: Suellen Nobrega.

Ficou “em casa” o título brasileiro de surf feminino profissional 2017. E para completar, uma dobradinha das duas atletas que já vinham se destacando no evento.

Luana Coutinho garantiu o título do Wiggolly Dantas apresenta Wizard Brasileiro de Surf Feminino, neste domingo (24), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba.

O campeonato reuniu mais de 130 atletas, numa grande festa em prol do fortalecimento da categoria, proporcionada pelo top do WCT. Grandes talentos participaram da competição, realizada em três dias de muita festa. Atletas experientes, como a catarinense Jacqueline Silva, que já foi vice-campeã do WCT, e novos valores, como Sophia Medina, irmã do primeiro brasileiro campeão mundial de surf, Gabriel Medina, dividiram as areias e as ondas de Itamambuca, num momento especial para o surf feminino.

Sophia Medina durante o campeonato. Foto: Suellen Nobrega.

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No total, foram sete categorias em ação, contemplando todo o cenário feminino, incluindo a base e o longboard. Na final principal da competição, Luana superou Camila Cássia, dois talentos que treinam no pico. Em terceiro, Jacqueline Silva, que já foi campeã em 2015 e vice em 2016. A cearense Yanca Costa, representando a nova geração, completou o pódio, em quarto lugar.

A paranaense Thiara Mandeli foi a melhor dos pranchões e, por pouco, não teve uma comemoração dupla, com a sua filha sendo a vice-campeã da sub10. A vitória entre as caçulas ficou com outra atleta do Paraná, a pequena Gabriely Vasque. Na sub12, Sophia Medina levou a melhor, mas antes, na sub14, ficou em terceiro, invertendo o resultado com Nairê Marquez, sua companheira de treinos no Instituto Gabriel Medina. Ainda nessas duas categorias, Pamella Mel foi a vice em ambas.

Thiara tirando onda durante a bateria. Foto: Suellen Nobrega.

Na sub16, Maju Freitas, do Rio de Janeiro foi a campeã, enquanto que na sub18, a paulista Lousie Frumento foi a primeira colocada, melhorando seu resultado em relação a 2016, quando ficou em segundo. Isabela Saldanha, também de São Paulo, foi outro destaque, sendo a segunda na sub16 e na sub18. Outra atração do evento foi uma expression. Session para os homens, com o pernambucano Douglas Silva, faturando os R$ 1 mil de prêmio, com um aéreo.

O pernambucano Douglas Silva venceu o Expression Session. Foto: Suellen Nobrega.

“Foi um campeonato fantástico. Muito bom ver o sorriso das meninas, felizes com a realização do evento. O mais legal foi ver essa nova geração surfando muito e a gente sabendo que temos um futuro muito bom pela frente”, disse Wiggolly, já adiantando que não quer parar por aqui. “Meu foco é fazer um circuito com três etapas. Vou fazer tudo para acontecer já no ano que vem”, anunciou.

             Wiggolly Dantas tem planos maiores pro campeonato feminino. Foto: Fabio Maradei.

A primeira final do dia foi a sub18. Louisie Frumento, com uma nota sete garantiu o título. “Ano passado, fui vice e agora vim com a esperança e garra de vencer. Eu consegui fazer duas notas e garantir o primeiro lugar. Estou muito contente”, vibrou a surfista de Guarujá, de 17 anos.

Louisie Frumento venceu a categoria sub-16. Foto: Suellen Nobrega.

Depois, na sub14, as atenções eram para Sophia Medina e Pamella Mel, que vinham surfando muito bem, mas Nairê surpreendeu. No finalzinho Pamella ainda ameaçou o resultado, mas não conseguiu virar. “De repente, as ondas pararam e eu não sabia que posição estava. Todas surfam bem. Estava bem difícil essa final, mas graças a Deus consegui”, comemorou a atleta de 11 anos, que é de Ubatuba, mas atualmente mora em São Sebastião.

Naire venceu na categoria sub14. Foto: Suellen Nobrega.

Na sub10, a disputa foi forte entre duas paranaenses, com Gabriely faturando por uma diferença pequena – 10,05 a 9,75. Na sub16, Maju foi superior toda a bateria e não foi ameaçada. “Estou muito feliz. Estava esperando muito tempo por esse campeonato. O nível foi bem alto, com todas atletas quebrando. O mar estava difícil, mas achei duas ondas e garanti a liderança”, contou a filha do campeão mundial de longboard, Marcelo Freitas, de 15 anos.

Maju venceu a categoria sub-16. Foto: Suellen Nobrega.

Na sub12, Sophia, Pamella e Nairê voltaram para o mar, mas desta vez a irmã de Gabriel Medina com uma nota sete em sua terceira onda garantiu o título. “No ano passado fui a segunda e agora venci. Estou muito feliz porque surfei bem. Deus honrou o meu sacrifício”, falou a atleta de 12 anos.

Na longboard, era esperada uma disputa acirrada entre as grandes amigas e rivais Thiara e Mainá Thompson, mas a surfista do Rio cometeu uma interferência, deixando o caminho mais tranquilo para a paranaense. Independente da punição, Thiara teve as melhores ondas.

Thiara pegou as melhores ondas e venceu a final. Foto: Suellen Nobrega.

“Sabia que tinha na água as meninas com surf maravilhoso. Uma das minhas melhores amigas, a Mainá é tricampeã brasileira. Surfa muito. Mas entrei com vontade e tentei surfar o que o critério estava pedindo, que era o clássico. Foi uma sensação indescritível”, comentou, citando a filha também. “Por pouquíssimo ela não saiu campeã também, mas ainda tem bastante tempo. É um degrau de cada vez. Esse dia vai entrar para a história. Tenho certeza de que o Paraná está vibrando muito”, festejou a competidora de 32 anos, que ganhou R$ 2 mil de prêmio.

Luana comemorando a vitória após o término da bateria. Foto: Suellen Nobrega.

Na última e mais importante final do dia, uma disputa de alto nível. Luana Coutinho e Camila Cássia entraram no mar com os recordes do evento, enquanto que Jacqueline Silva era a única a chegar nas finais das três edições. Luana aumentou a melhor somatória do evento, marcando 16,10, com uma das notas, 8,85 chegando perto da maior do evento, 9, de Camila Cássia na semi. A rival surfou bem, tirando um oito, mas viu a campeã dando o troco segundos depois.

“É muita adrenalina. Vim focada para este campeonato. Graças ao meu treinador, o Everton (Silva), que vem me treinando o mês todo. Consegui achar duas ondas boas, que garantiram a minha vitória. Vencer em casa, então, me deixou muito feliz”, comemorou a surfista de 28 anos, que ano passado não competiu por estar lesionada. Pelo título, ela faturou R$ 4 mil, de um total de R$ 15 mil.

O campeonato reuniu mais de 130 atletas. Foto: Suellen Nobrega.

Ao final de todas as disputas, um momento especial, com a reunião de todas as meninas em volta de Wiggolly Dantas para a foto oficial e gritando “Guigui, Guigui” em agradecimento à realização do evento. Depois, o surfista também se reuniu com todo o staff e comissão técnica do evento para outra foto de comemoração.

Fonte surfar.com.br