O valor de um Clássico

Gabriel Medina, na conquista do primeiro título de uma etapa do QS da WSL. Foto Denys Sarmanho/ Maresia Internacional/ Praia Mole Florianópolis SC

Histórias do Craud.net: O valor de um Clássico

Publicidade

A família Medina reconhece o valor da história do surf brasileiro. Nos primeiros anos de amador de Gabriel, seu pai, Charles, era obcecado com o refinamento da linha de surfe do filho. Uma das inspirações era Fábio Gouveia, 5º do mundo em 1992 e dono de um dos mais harmônicos estilos da história do surfe mundial.

Em vez de estimular o garoto apenas no caminho das manobras aéreas, o que seria natural em sua geração, o pai corrigia insistentemente cada curva feita sem a fluidez necessária. Ele sabia que o filho precisaria disso lá na frente para ser campeão mundial.

Os ensinamentos influenciaram Gabriel. Em março de 2006, numa das primeiras vezes em que saiu em destaque na Revista Fluir, na seção Pirralhos, aos 12 anos, escolheu como melhor surfista brasileiro o próprio Fabinho Gouveia. Poderia ter cravado algum especialista em aéreo, moderno, mas preferiu a escola clássica.

O engraçado é que o paraibano Fabinho lembra que, no início de sua carreira amadora dava aéreos arretados. Ao chegar ao circuito mundial, tratou de moldar seu surfe ás exigências da época, quando as melhores notas saíam para quem executasse o maior numero de manobras, não as mais radicais.

E Gabriel, embora tenha aparecido inicialmente para o mundo através dos aéreos, acabaria usando o recurso do surf clássico para alcançar o título mundial em 2014.
Texto extraído do livro Gabriel Medina de Túlio Brandão.

Por Denys Sarmanho/ Terra do Surf/ Craud.net

Fotos Denys Sarmanho/ Maresia Internacional/ Praia Mole Florianópolis SC

Galeria de Imagens